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CAINDO NA REAL

Só  agora, às vésperas da decisão da semifinal do Baiano e de começar o Brasileirão, é que o Bahia começa a enxergar que precisa enxugar o seu plantel, muito inchado e com jogadores que nada podem acrescentar ao clube, como são os casos do atacante Robert e do zagueiro Luizão, que já foram chamados para acertar contas.

 

O que a torcida está lamentando é que o Bahia continua sem um planejamento financeiro, pois ainda neste início de semana, explode a bomba que o ex-técnico Mauro Fernandes, que há cinco anos deixou o clube, está ganhando uma causa trabalhista que vai enfraquecer ainda mais as finanças do clube.

 

Tenho dito e repito: o Bahia parece aquele pobre orgulhoso que come buchada de bode com baião de dois e vai para o bar da esquina arrotar caviar. Enquanto não se fizer um Plano Estratégico, que realmente dimensione as verdadeiras potencialidades do clube, essas coisas decepcionantes vão continuar acontecendo.

 

Fico espantado quando leio e ouço companheiros inteligentes defendendo a tese que Bahia e Vitória (aí vale para os dois) devem sair contratando jogadores caros, de meio milhão de reais, porque somente assim poderão brilhar nos campeonatos brasileiros. O que é um grande engano: poderão, sim, ter uma participação mais digna e competitiva se souberem trabalhar suas divisões de base, indo buscar reforços de boa qualidade, mas sempre tendo suas finanças equilibradas e em dia.

 

Do contrário, vai ser sempre esta pendenga, que parece não ter fim. É  preciso cair na real.