O RUIM E O BOM
Muito fraco o primeiro tempo do Bahia, dominado inteiramente pelo Atlético/PR, que só fez um golzinho no último minuto, mas que teve chances e volume para meter três ou quatro. O Tricolor mostrou o lado ruim que a sua torcida tanto teme: não passa confiança para enfrentar os grandes times brasileiros.
No segundo tempo, até que o Bahia jogou com mais coragem, aproveitou-se da forma retraida do Furacão jogar e só empatou já perto do fim, quando a torcida parecia completamente desiludida. Mas foi o bom do jogo, não que o empate tenha sido um ótimo resultado, porque ninguém pode duvidar que o Atlético, jogando em casa e com uns cinco titulares voltando, não seja o favorito. Mas o jogo é jogado e o nosso bicampeão brasileiro ainda tem amplas chances de se superar e ganhar a vaga lá na Baixada.
Uma coisa, porém, ficou muito clara na quarta: o novo técnico, Renê Simões, que já chegou e bate o martelo em Salvador, vai ter que queimar as pestanas e o vasto bigode para remontar o time, que continua sem um esquema de qualidade, que faz um jogo previsível e que precisa ter mais definição em vários setores.
Agora, vem o Vitória da Conquista, time perigoso do nosso interior, na luta pela semifinal do Estadual. Vai ter que jogar com muito mais firmeza os dois tempos. Porque o ruim da quarta-feira foi a incapácidade da fase inicial de jogo, mas o bom é que a turma do Fazendão continua viva.
Viva na Copa do Brasil e no próprio campoeonato baiano. Depende de melhorar a técnica, a tática e o astral. Porque, repito o que venho dizendo há muito tempo, o grupo não é tão desqualificado como alguns torcedores insistem em dizer.