O INEVITÁVEL
Se a situação de Vágner Benazzi já era complicada, agora com uma nova derrota no interior, ficou completamente insustentável e sua demissão foi inevitável, com Renê Simões devendo ser o substituto. Afinal de contas, na semana passada o que mais se divulgou foi que o presidente Marcelo Guimarães Filho sonhava, dia e noite, com a vinda de Joel Santana. Depois, foi dito que Benazzi permanecia, mas que ia depender dos resultados. E neste domingo, mesmo com os desfalques que o próprio técnico falou, o time desapontou demais a sua torcida.
O Bahia não tem esquema, sua defesa bate cabeça, Titi foi muito abaixo do que se pode esperar de um zagueiro de time de primeira divisão, os laterais Marcos e Dodô fracos, apenas Thiego e Omar se salvaram, embora o goleiro tenha falhado no único gol da partida, perdendo para o pequenino Robert em bola cruzada na área. Meio-campo só criou com a entrada de Maurício e o ataque foi inoperante. Agora, o Bahia fica dependurado até para se classificar.
A semana começa com muita polêmica: o presidente do Atlético, Albino Leite, agrediu o auxiliar Alessandro Matos e deve pegar um bom gancho. O Ipitanga está na iminência de perder seis pontos e cair para a segunda divisão, porque colocou em campo um jogador irregular, o meia Leandro. A rodada do final de semana só tem um time tranqulo, que é o Vitória, já classificado por antyecipação e garantido com todas as vantagens de melhor.
Os dias estão sendo contados: de quem pretende ser campeão, de quem vai ao Tribunal de Justiça, de técnico que vai chegar para substituir Vágner Benazzi e de quem precisa desesperadamente ganhar para permanecer vivo.