VERDADES CLARAS
No futebol as coisas costumam ser muito mascaradas. No caso do Bahia, por exemplo, há uma mania de se superlativar jogadores que chegam. Souza, Boquita, Robert, Tressor, Ramon... todos craques de bola! Deram-lhes uma responsabilidade acima do que podem sustentar.
Agora, faltando seis rodadas para o campeonato terminar (duas desta atual fase, mais duas das semifinais e duas outras da final), chega-se a uma triste verdade: o Bahia pode até ser campeão, porque tem história e carisma, mas o futebol que anda jogando não é superior aos times interioanos que têm uma dificuldade danada para formar suas equipes. E o Tricolor, não, foi buscar jogadores de R$ 80, 90 e 100 mil reais – só que não estão justificando o que deles se falou. Isso enseja uma revolta sem limites da maior torcida do Norte/Nordeste do país, que, também, já começa a enxergar esta realidade.
O maior drama é que a rodada deste domingo serviu para realçar as verdadeiras faces dos dois grandes times. De um lado, um Vitória tranquilo, jogando um futebol de boa qualidade, batendo no Feirense, porr 4x1, classificando-se por antecipação e confirmando ser o grande favorito ao título. De outro, um Bahia que não entrou no jogo, parecendo haver calçado as chuteiras nos pés errados. Perdeu do Bahia de Feira, por 1x0, e até mereceu levar mais. É lamentável ver o Bahia, que investiu tanto, jogar um futebol tão fraco e sem inspiração. E está 11 pontos abaixo do Vitória, na contagem geral do campeonato. Mas palpite de quem vai ser o campeão é apenas palpite. Aliás, o Bahia poderá amenizar a situação neste meio de semana se ganhar do Paysandu/PA, em Pituaçu, e for adiante na Coppa do Brasil. Do contrário, a crise estará instalada.
O Fluminense é o melhor do “torneio da morte”, deve permanecer na primeira divisão e o Ipitanga, o segundo.