ADIANTAMENTO DE VAGA
O Bahia teve chances de descartar o segundo jogo com o Paysandu, que me pareceu uma equipe fraca, com defesa bastante vulnerável, meio-campo pouco criativo e ataque sem os predicados que andaram divulgando, em face da artilharia nacional (16 gols) ostentada por Rafael Oliveira. E o juizão, o Sandro Meira, expulsou bem o Mendes, que deu um tapa na cara do Titi, mas colocou na rua o Ramon, dez dez minutos depois, em flagrante compensação, porque o meia tricolor fez apenas uma falta normal.
Maior domínio de jogo, três chances dessas que não se pode perder, o Tricolor dominou o jogo todo, mas ainda há os problemas de uma equipe que procura se ajustar ao longo da temporada. Aliás, o preocupante é que, no final da partida, o técnico Vágner Benazzi, de forma muito prática e coerente, disse que ainda espera pelos jogadores que não entraram para dar ajustes no seu esquema. E isso pode levar mais tempo para o Bahia engrenar.
De qualquer forma, o resultado não foi dos piores, ficando a impressão que, na próxima quarta-feira, a vaga será conquistada sem grandes dificuldades. Igualzinho fez contra o São Domingos/SE, quando empatou lá fora e goleou aqui em Pituaçu.
O Bahia ainda tem alguns problemas emocionais. Ninguém duvida da capacidade de Souza, que foi um bom goleador em todos os times por onde passou, mas que, diante da persistência em não encontrar logo a adaptação, mostra-se impaciente, nervoso, até culpando os companheiros de não passarem a bola com mais frequência, o que não é mentira, mas, também, quando o fazem, ele e o Robert não têm resolvido. Entendo até que o único erro do Benazzi foi não entrar com o menino Rafael Gladiador formando dupla de ataque com o Robert. Afinal, ele tem sido uma das soluções da artilharia tricolor.
Razoáveis estiveram o goleiro Omar, sempre muito firme e tranquilo, o lateral Dodô, que cresce a cada jogo, os meios campistas Boquita e Hélder, que foram os mais lúcidos no desarme e nas assistências. Mas todos sem esbanjar um grande futebol.