QUEM FICOU, FICOU
Vale aquela velha máxima de que quem ficou, ficou, quem não ficou não fica mais, porque a fase classificatória terminou e, agora, para chegar às semifinais do campeonato, os oito times que segem na competição estão divididos em dois grupos, com dois se classificando e dois outros ficando no caminho. Jogos de ida e volta entre Bahia, Vitória da Conquista, Bahia de Feira e Atlético, numa chave; Vitória, Feirense, Serrano e Camaçari na outra.
Ao pé da letra, o Bahia da capital e o de Feira são favoritos em um grupo, que tem, ainda os valorosos pretendentes Vitória da Conquista e Atlético, enquanto no outro, o Vitória se destaca, enquanto Feirense, Serrano e Camaçari lutam com igualdade de condições pela outra vaga. Luta insana mesmo parece entre os do “torneio da morte”, Fluminense, Colo Colo, Ipitanga e Juazeiro. Acho os dois primeiros em melhores condições de fugir ao rebaixamento. Mas tudo isso é hipotético.
Não houve surpresa na classificação para o segundo turno. Apenas, no início da jornada, Fluminense de Feira e Colo Colo até que mostraram chances, mas, com o caminhar das rodadas, foram caindo de produção e nesta última rodada não tiveram forças para reagir. O Flu só empatou com o Conquista e o Colo Colo levou de três do Vitória e bem que poderia ter sido o dobro. Vitória e Bahia continuam sendo os favoritos ao título, mas é preciso que respeitem o Bahia de Feira, que faz ótima campanha e tem um time muito ajustado, em condições de surpreender. Os outros classificados, repito no terreno do palpite, não têm grandes chances.
É meu dever apresentar o mais profundo pesar aos familiares do médico Luiz Carlos Uzeda, que já não está mais entre nós e posso dizer que foi uma perda inestimável, por se tratar de uma pessoa de raríssima beleza humana. Médico de grande conceito, prestou serviços voluntários durante 10 anos no Bahia, na gestão Paulo Maracajá, atual presidente do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia e que me revelou desmedido sentimento com esse desenlace. Mas tenho comigo que criaturas como Uzeda, que só fizeram o bem, não morrem, pois deixam sempre a impressão de que estão muito perto de nós. Pela lembrança dos bons atos e pelo exemplo de solidariedade e cidadania.