RITMO DE RESSACA
Se a gente não soubesse que o Bahia se reapresentou na segunda-feira, treinou, concentrou e até viajou cedo para Feira, ficando em um hotel para não sofrer os desgastes de chegar em cima da hora do jogo, contra o Feirense, até poderia jurar que os seus jogadores estiveram se esbaldando atrás do trio elétrico até o meio-dia da Quarta-Feira de Cinzas!
Foi a pior exibição do time sob o comando de Vágner Benazzi: errou todos os fundamentos possíveis, jamais teve o controle do jogo, o Feirense, apesar de modesto, foi quem ditou as regras, só que não teve competência para traduzir no placar a sua superioridade, além de um pênalti que Marielson Silva não marcou, apesar de ser um dos bons árbitros da nova geração.
O Bahia, conforme disse um torcedor, não tem mais o direito de jogar tão ruim no restante do campeonato. Foi uma noite de mormaço, de preguiça, de apatia, de tudo que possa traduzir falta de brilho. Só a defesa e o goleiro não devem sofrer grandes críticas, ainda assim, com erros de ataques pelas laterais, raríssima criatividade no meio-campo, em que os seus dois mais salientes jogadores, Ramon e Tressor, praticamente não entraram em campo e, com isso, os atacantes utilizados – primeiro Robert e Jones, depois Rafael Gladiador e Bruno Paulo -, agreditam muito pouco.
Essas críticas são inerentes a uma enorme expectativa que se levou para o jogo, pois o Bahia vinha em uma crescente muito visível. O importante é que o técnico Benazzi também enxergou o jogo dentro desta ótica e a tendência é corrigir os desníveis do time.
O Bahia ficou devendo uma melhor apresentação à sua torcida, que espera ganhar no domingo, em Pituaçu, contra o Serrano, já sem ressaca de Carnaval, para carimbar de vez a sua vaga. Até porque é a última rodada da fase preliminar.