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O OUTRO LADO DA MOEDA

Antes de tudo uma retificação: o presidente do Conselho Deliberativo do Esporte Clube Bahia, o senhor Ruy Aciolly, não compareceu a Assembléia Geral da última segunda-feira (5), por estar suspenso pelo STJD no caso da mala branca. Irrisórios 70 dias de gancho...


O assunto ainda está muito vivo e uma única lauda foi insuficiente para debatê-lo. Não há como deixar de citar a falta de tato da oposição. Antes da suspensão final, que foi causada na última linha pelo ex-presidente Marcelo Guimarães, os oposicionistas perderam uma grande oportunidade de começar a debater as emendas. Para se ter uma idéia da falta de diálogo, toda a confusão foi gerada por um consenso, de aprovar o texto base, que fala de coisas óbvias como as cores do uniforme e a graça do clube. O tumulto começou pela forma exageradamente simplista que o presidente Marcelo Guimarães Filho, resolveu dar o texto como aprovado, já que estavam todos de acordo. “Quem for a favor, mantenha-se como está... Aprovado!” Foi à deixa para a gritaria improdutiva.


 Mesmo de acordo em aprovar a base do estatuto, os oposicionistas avançaram em cima da mesa e pareciam surdos e cegos – quem poderia culpá-los de desconfiar de qualquer boa vontade dos mandatários tricolores? – com os insistentes pedidos de Guimarães Filho e Ademir Ismerim, para que sentassem a fim de começar a legislar os artigos controversos. Após um pouquinho de calma, o bate boca voltou para a forma mais ríspida em cima dos critérios de votação e quem estava propício ou não a votar. Por exemplo, eu, que sou sócio, mas ainda estou longe de suprir a carência necessária de meses para expor minha opinião, tomei a liberdade de testar se conseguiria colocar meu nome no livro de votação. O que aconteceu? Não assinei por que não quis!
 

Para finalizar o tema por enquanto, acredito que a oposição foi com muita sede ao pote e com no mínimo meio a meio de quorum, poderia ter exposto os pontos pouco democráticos e até sem sentido do novo estatuto, como a eleição do atual famigerado Conselho Deliberativo. Simplesmente, afirma que apenas 1/3 do Conselho pode ser mudado a cada eleição, mas sem critério nenhum para se saber os 100 que deixam o órgão, sendo que, nas últimas reuniões, se 70 compareceram, foi muito. Vale lembrar, que o atual estatuto exige a expulsão do membro ausente por duas Assembléias consecutivas. Se cumprissem a regra, sobrariam, no máximo, uns 20 pra contar história e que, na verdade, são os que contam. Sem falar, que a eleição do CB acontece depois da para presidente. Que sentido faz isso? Coloquem a cabeça no lugar (oposição e situação) e tirem um Bahia desse buraco sem fim.