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SEM DÓ E PIEDADE

Vencer ou perder um clássico, até de goleada como aconteceu neste primeiro do ano, é aceitável. O problema é como o Bahia perdeu. Primeiro, não acreditou no que a imprensa séria alertou, sobre a fragilidade de seu esquema, a falta de talento da maioria de suas contratações, a incapacidade de seu treinador; depois, durante o jogo, nem mesmo os mais experientes apresentaram um futebol de boa qualidade.

 

Assim, o clássico expôs, de forma acentuada, os problemas do Bahia, que acabou arranjando foi mais uma semana de grandes turbulências e será mesmo muito difícil os dirigentes manterem o treinador Rogério Lourenço.

 

O Vitória de Antônio Lopes, inquestionavelmente um treinador de grande conceito nacional, tem, neste início de temporada, o mérito de contar com bons reforços contratados fora, seguramente sem a mesma propaganda dos adversários, mas de técnica superior – e de tudo, fica a lição de que a prata da casa de boa qualidade tem que ser utilizada.

 

Mas o campeonato só está se encaminhando para a última rodada da primeira parte de um turno de classificação e não se pode ainda se fazer uma avaliação definitiva sobre o comportamento das equipes.

 

Aliás, nesta quarta-feira, um jogão tem que ser visto por todos para firmar conceitos: o Atlético, 12 pontos, líder do Grupo A e de todo o campeonato, recebe o Vitória, 10 pontos, líder do grupo B e os dois, até aqui melhores de toda competição, prometem muita emoção no Estádio Antônio Carneiro.