Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Holofote
Você está em:
/
/
Coluna

Coluna

REMENDOS E CONSERTOS

O saudoso Elba de Pádua Lima, velho estrategista e filósofo do futebol, certo dia, enquanto tentava melhorar as coisas no Vitória, deixou escapar que um bom treinador é aquele que sabe remendar o time com o material disponível. E que se assim não for, não tem conserto certo, até mesmo quando são contratadas peças de realce para corrigir desníveis.

 

É assim que estão Bahia e Vitória diante da segunda rodada do campeonato. O Bahia menos mal, mas ainda tenta ajustar a máquina, embora o considere com muito mais repertório que o seu arquirrival, cujas contratações, em número bem inferior, ainda não foram suficientes para cobrir todas as lacunas.

 

Para deixar claros esses conceitos, Rogério Lourenço obteve 15 reforços, de goleiro a atacantes, só lhe faltando mesmo encontrar o ponto da receita; Antônio Lopes está ainda tentando fritar o porco com a própria banha – e o porco ainda está magro, com pouca gordura. Tem até zagueiros de sobra, mas faltam meio-campistas, principalmente um camisa 10 que substitua bem Ramon Menezes, e dois atacantes que realmente sejam referência inquestionáveis de gols.

 

Pode ser que o argentino Lucas Nania seja a solução para armar jogadas, que Rildo aconteça no ataque, mas ainda não podemos compará-los com os adversários Souza, Zezinho e Boquita, que já são conhecidos do técnico e da torcida.

 

E para colocar mais distância entre as opções dos dois grandes times, de um lado o Bahia está em plena lua de mel, porque a subida de divisão selou uma grande paz entre dirigentes, jogadores, técnico e torcedores – e mesmo a negação de fogo da estréia, derrotado que foi pelo Serrano, está sendo considerada como lapso, ou melhor, como consequência da ansiedade de uma primeira vez; no Vitória, não, a torcida está descrente, muito abatida com o rebaixamento para a segunda divisão, e a derrota para o Colo Colo não foi mal condicionamento físico, início de temporada, nem nada – foi, sim, impotência mesmo.

 

E  só vai haver perdão se as coisas mudarem consideravelmente nas duas próximas rodadas.