PRIMEIROS REFORÇOS
Como muita gente veio me perguntar o que eu achei das primeiras contratações do Bahia, resolvi fazer um artigo sobre eles. Fico muito a vontade para falar dos três, pois os conheço bem. Por não serem renomados, Magno e Bruno Paulo têm sido bem questionados pela galera. “O Bahia não pode apostar!”; “assim o Bahia volta para a Série B”; “aposta é pra jogo do bicho”. Eu entendo a preocupação, mas a diretoria não tem como fazer diferente.
Antes de falar das características de cada um dos três – é bom falar sobre Souza também – vou fazer o papel de “Advogado do Diabo” para a diretoria. Logo eu, que sou tido por ela como um “terrorista”, mas vamos lá. O Bahia terá um elenco de 30 jogadores aproximadamente. Atualmente, com os da base e os que renovaram ou vão renovar, o elenco possui 17, sem contar com o trio de novatos. Por baixo, devem ser feitas umas 12 contratações. Isso se Alison, Nen, Luizão e Fábio Bahia permanecerem. Caso contrário, o número de reforços terá de ser maior. Invariavelmente, terão de ter nomes desconhecidos. Até os “grandões” fazem apostas. O dinheiro e o mercado são ruins pra todo mundo.
Vou começar falando dos garotos. Magno é muito veloz e habilidoso. Tem um estilo de correr e driblar parecido com o do Ronaldinho Gaúcho, guardadas as devidas proporções, é claro! Um cara muito bom para “quebrar” defesas. Tem como problemas, a finalização e o individualismo. É mascarado! Contudo, acredito que, bem orientado, pode dar caldo. Qualidade ele tem de sobra. O Bruno Paulo era uma grande promessa da base do Flamengo. Atacante alto e rápido, foi comprado pelo Traffic e levado para o Palmeiras. Finaliza bem, tem habilidade e sabe jogar fora da área. Como problemas, é muito magro e tem sofrido com lesões. Se os dois vierem focados e se adaptarem ao Fazendão, tenho certeza que vai rolar churrasco de língua em muitos tricolores. Contudo, tenho consciência de que, como toda a aposta, a chance de dar errado é grande. Mas, no caso dos dois, o risco é válido.
Para finalizar falo sobre Souza. O acompanho desde a Seleção Sub-17 em 1999. Achava na época que ele e Léo Lima, principalmente, seriam dois futuros titulares do Brasil. No entanto, base é muito diferente do profissional. Na hora que o dinheiro entrou e a fama bateu na porta, os dois se complicaram. O novo atacante do Bahia, para mim, só teve sucesso de verdade no Goiás. Até no Flamengo teve mais baixos do que altos. Seu maior feito foi ter marcado na final do carioca e sair comemorando como se estivesse chorando, para sacaniar a torcida do Botafogo. No Corinthians, na sombra de Ronaldo, se apagou de vez. Sinceramente, ainda tenho dúvidas se faria esse investimento. Todavia, com os nomes disponíveis no mercado, vale a ousadia. Tomara que venha o Souza do Goiás.