BANHO MARIA
Todos os anos, entre o Natal e o Ano Novo, a torcida e a imprensa ficam ávidas por grandes e boas notícias dos clubes com relação ao campeonato estadual, cujo início será logo na metade de janeiro. Até agora, um aquecimento à base de água morna, em banho maria, sem grandes novidades.
De todos, o Bahia, seguramente ainda embalado pela euforia de ter subido de divisão, é o que mais contratou e, por isso mesmo, mais expectativa gera entre seus torcedores. Outro dia mesmo, ouvi um desses eficientes companheiros comentando que o Bahia planeja a temporada lembrando 88, quando foi campeão da Série A.
Lembrando bem, há uma grande dose de entusiasmo, porque até o técnico Evaristo de Macedo não levava fé, criando frases pouco lisonjeiras sobre o comportamento do time nos primeiros turnos da competição nacional para, já na penúltima etapa, começar a sentir que dava para chegar à final e, com esforço e sorte, conquistar o título. Entendo que vai ser preciso um maior fortalecimento ou, até mesmo, ajuste de um surpreendente time com os valores disponíveis, entre os remanescentes e os que esão sendo contratados.
O Vitória ou estar encontrando realmente muitas dificuldades para contratar ou, então, quer fazer uma baita surpresa na hora de a pre-temporada começar. Fico com a primeira hipótese.
E o interior? O de sempre. Aproveitamento da prata da casa, contratação de uns dois jogadores rodados, aquisição de destaques do Intermunicipal que, na verdade, foram poucos. A notícia de que o irmão de Daniel Alves, o Ari, será o técnico do Juazeiro não me parece trazer o impacto que estão querendo dar; pesam muito mais os fatos de Feira de Santana, com três times no campeonato, ainda não haver encontrado a alternativa de outro estádio; que de Conquista, com dois times, chegam informações razoáveis do Vitória da Conquista, nem tanto do Serrano, e que em Ilhéus, já não se confirma que dois grandes supermercados recentemente instalados na região estariam dispostos a patrocinar o Colo Colo.
Na verdade, os dois estabelecimentos foram instalados nas bordas de Itabuna e o que há é uma briga de direitos de impostos entre as duas maiores cidades do Sul do Estado.