EMPATE DEVASTADOR
De repente, o empate contra o Atlético/GO, no primeiro momento foi como se tivesse devastado com tudo que o Vitória fez na temporada: tetra-campeão baiano, tetra do Nordeste, finalista de uma Copa do Brasil. Rebaixado da forma mais dolorosa possivel, porque teve a chance de evitar a catástrofe dentro de sua própria casa, na última partida do campeonato, contra um adversário fraco, para a grande torcida não dá para entender.
E o pior de tudo é que este mesmo adversário fraco, que veio para jogar na defesa, teve chances de sair do Barradão com um triunfo no placar, tal a forma pálida e equivocada como o Leão se portou. O sintomático deste desastre foi ver os quase 40.000 rubro-negros muito apreensivos, ainda nem havia terminado o primeiro tempo, e já não vibravam tanto, materializando o presságio da degola.
É claro que esta tragédia não pode ser creditada apenas à má apresentação do jogo decisivo, porque, como disse um torcedor, até que o desfecho poderia ter sido diferente se no jogo diante o Corinthians, quinze dias atrás, aquele gol de Júnior não tivesse sido anulado.
Mas não adianta chorar diante de uma realidade: o Vitória está rebaixado, perde prestígio e dinheiro, vai ter que enfrentar os rigores de uma segunda divisão, com jogos às terças, sextas e sábados, nunca aos domingos e quartas, mas terá que plabejar-se convenientemente para voltar logo ao grupo de elite. Não é uma tarefa fácil, pode até levar anos, mas para que isso não aconteça é fundamental que todos os segmentos do clube se unam, colaborando da melhor maneira possível e que os dirigentes façam uma revisão imparcial de todos os erros cometidos.
Porque uma instituição tão querida e de tanta tradição não pode sucumbir diante de mais esta adversidade.