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VICE VOLTA TETRA

E saber que o Vitória saiu de Salvador, com seu time de garotos, reforçado por Lee, Vanderson, Jackson e Schwenk, com um mundão de abutres jurando que seria mais um vice – e o time jogou com personalidade, não se intimidou com a pressão do ABC titular, campeão potiguar e da Série C, Frasqueirão lotado e trouxe o seu quarto título em nove Campeonatos do Nordeste disputados.

 

Eu já disse que abomino fanatismo – e com igual intensidade, qualquer tipo de perseguição. E o Vitória tem sido vilipendiado, execrado, esculhambado em sua tradição. Nesta competição mesmo, conquistada ontem, tem sido absoluto: nove versões, quatro títulos, três segundos lugares. Fato de se colocar em qualquer prateleira de museu.

 

Mas o que pretendo mesmo chamar a atenção é para o fato de que, dentro da própria Toca, maior fábrica baiana de revelação de talentos, estão muitas soluções para um clube que ainda não dispõe dos recursos totais para competir com Flamengo, Cruzeiro, Corinthians, Santos, Inter, Fluminense ou Grêmio. Aliás, esta é uma realidade de todos os maiores clubes nordestinos, todos eles, sem qualquer exceção, pois estão abaixo dessas grandes equipes do futebol nacional.
Então, a solução é confiar e valorizar a prata da casa, como Lee, Léo, Dankler, Alan Henrique, Iuri, Marconi, Leilson, Esdras, Lucas Garcia, Kleiton Domingues e Edson que colocaram, ainda muito jovens, o nome na história do futebol do Vitória e de seu Estado.

 

Kleiton jogou demais, Vanderson confirmou o caráter de grande profissional que é, todos em campo só merecem aplausos e o técnico Ricardo Silva deve estar agora de alma lavada.
E que esta grande conquista seja um prenúncio do difícil jogo do domingo, contra o Atlético/GO, quando só há o atalho do triunfo para que o clube se mantenha na primeira divisão.