O 13 DA SORTE
Este sábado, 13 de novembro, é um dia muito especial, o dia em que todos confiamos poder comemorar a volta matemática do Bahia à elite do futebol brasileiro, depois de sete penosos anos gravitando pelas divisões inferiores. Dizer que ele está no lugar onde nunca deveria ter chegado é lugar comum, prefiro dizer que todo grande projeto, toda grande instituição (e o Bahia é tudo isso), muitas vezes tem que passar por esses sofrimentos para se tornar ainda muito mais forte.
Estimo que, em lugar de chorar esta inesperada, mas longa temporada fora da primeira divisão, que tenha sido uma proveitosa lição para o Glorioso Tricolor de Aço e que, agora, confirmada a sua recuperação de status, que o seja calcado com maior comprometimento de propósito e de organização. Que seja memorizada a conquista do título de 1988, quando no campeonato seguinte, teve que disputar um famigerado Torneio da Morte. Tem que procurar banir de todos os jeitos e meios a displicência e a incoerência de pensar que tudo vai cair do céu.
Afinal, o Bahia só chegou a esta campanha e está à beira do Paraíso, porque trabalhou com competência e profissionalismo: confiou o seu futebol a um gestor qualificado, Paulo Angione, foi buscar reforços de qualidade, como Jael, Morais, Rogerinho e Adriano, manteve os melhores da temporada anterior, deu oportunidade aos da base, recuperou jogadores que estavam desgastados, como Ávine e Marcone, não se afobou ao perder o técnico Renato Gaúcho que, aliás, andava com poderes excessivos no comando da equipe, acertou na vinda de Márcio Araújo, que é um técnico tranquilo, sem afetação, de ótimos conceitos e apreciável carisma.
São muitos aspectos que contribuem para a brilhante campanha do time: já não existem mais as intrigas de grupos separatistas, o presidente Marcelinho Guimarães tem se portado com muita dignidade no cargo, os salários estão sendo colocados em dia na medida do possível, o clube foi reaparelhado em todos os requisitos do Centro de Treinamento e o Departamentos Médico e Físico continuaram dando uma contribuição que só merece louvor.
Este sábado, 13, encerra um número que, para muitas culturas, religiões e escolas esotéricas, é um número mágico, que atrai fortuna, amor, equilíbrio e prosperidade – e que todas estas premissas sejam materializadas no jogo desta tarde, Pituaçu lotado da torcida mais fiel do país, o Bahia vencedor contra a Portuguesa.
Esses são os meus votos mais sinceros de cronista e de amante do futebol de minha terra.