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NAS MÃOS DA TORCIDA

Bahia e Vitória estão nas mãos de suas torcidas: se o Bahia ganhar os jogos que lhe restam aqui, nem se discute sobre a sua passagem para a primeira divisão; e o Vitória, que tem missão mais difícil, lutando ainda pelo direito de permanecer na primeira, também vai depender muito dos seus resultados em casa e do apoio maciço de sua torcida. Sábado e domingo, Pituaçu e Barradão estiveram apinhados – e isso fez também a diferença.

 

Estimo que o Bahia tenha amplas condições de festejar a vaga à elite antes mesmo de umas três rodadas para a Série B terminar. Seu jogo mais difícil será amanhã, contra o Figueirense, por ser em Floripa, mas não vejo bicho de sete cabeças para o Tricolor arrancar um ótimo resultado. A outra parada dura será contra o Coritiba, mas vai ser em Pituaçu e a torcida sempre faz a diferença.

 

Gosto da atual postura do Bahia: parte pra cima, leva sufoco, mas cria muito mais e os bons resultados estão aparecendo em profusão. Não é time de ficare na defesa, nem de esperar mais que as coisas aconteçam como em tempos outros; agora, entra ligado. Ganhou de 3x0 do Náutico com muita autoridade e Adriano foi o destaque da partida, não apenas pelos três gols, mas pela movimentação em todos os setores do ataque.

 

Já o Vitória, que era um time apático, sem vibração, de muitas vezes domínio inconsequente em casa e aceitação pacífica lá fora, exceto alguns jogos, como nas vitórias sobre os mineiros e no início do campeonato, neste triunfo sobre o Prudente, por 2x0, pelo menos lutou muito. Ainda está longe de passar integral confiança, mas os torcedores aplaudiram o empenho de todos.

 

Há  neste momento a certeza de que o projeto de se convocar a torcida (a tricolor nem é preciso) para lotar os estádios é o grande caminho para que, ganhando o maior número de pontos nos jogos em casa, o Bahia suba e o Vitória não caia.

 

Para a alegria de um futebol que precisa da dupla Ba-Vi na primeira divisão.