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CAMINHOS OPOSTOS

Nossos dois maiores clubes, em divisões diferentes, também caminham por estradas opostas. O Bahia praticamente assegura, com certa antecedência, uma das vagas ao grupo de elite e o Vitória, depois desta quinta derrota consecutiva, tem que juntar os cacos para ainda aspirar manter-se na divisão principal.

 

As coisas estão muito claras: com cinco pontos à frente do Sport, quinto colocado, o Tricolor pode até comemorar já nas próximas rodadas a classificação. Porque enquanto enfrenta o São Caetano (fora) e o Náutico (aqui) e o acho favorito nos dois jogos, o time pernambucano, que é apenas uma pálida ameaça, vai a Campinas jogar com a Ponte e, depois, recebe na Ilha o Coritiba, e acho mesmo que vai ser difícil pontuar e a diferença pode ser até dobrada.

 

O Vitória, depois desta derrota para o Goiás, caiu no corredor mais obscuro de um terrível labirinto. Tem que pontuar bem nas rodadas que ainda restam e torcer contra seus concorrentes diretos Avaí, Atlético/GO, Atlético/MG, o próprio Goiás e o Grêmio Prudente, seu próximo adversário e que já me parece confirmado como rebaixado – e só o triunfo poderá dar um certo oxigênio ao Leão, porque, do contrário, já vai entrar na zona dos degoláveis – e isso pode ser fatal.

 

Nesta próxima rodada (16 e 17/10), Atlético/MG x Avaí, um dos dois pode até respirar bem; o Atlético/GO, que cresceu muito e acaba de derrotar o Corinthias (4x3 em pleno Pacaembu!), vai receber o Vasco; o Goiás vai a Curitiba pegar o Atlético/PR, e nas rodadas seguintes tudo é muito complicado para o nosso tetra-campeão: Botafogo, Vasco da Gama, Santos, Cruzeiro, Guarani, Corinthians, Internacional e, por fim, Atlético/GO, jogos fora e em casa, alternadamente, com o último podendo ou não ter qualquer valia para a disputa de pontos. É uma situação realmente pavorosa.

 

E na comparação dos nossos dois clubes, enquanto o Bahia acerta o ritmo, ganha ou empata jogos dando calor em seus adversários, tenho achado o Vitória muito morno e mais desnorteado do que no início do seu campeonato. Não sei se o experiente Antônio Lopes vai mudar esta triste realidade.