VACILOU, DANÇOU!
O Brasileirão em todas as suas séries chegou a um ponto onde vacilar é muito perigoso, porque agora entrou no momento de se amealhar pontinho por pontinho, uns para subir, outros para não descer, a maioria para permanecer na mesma divisão e uns pouquíssimos para ver se chegam no topo da tabela.
O Bahia, que está neste último caso, lutando para manter-se entre os quatro melhores e conquistar uma vaga para o futebol de elite, deu uma braga imperdoável nesta terça-feira, contra o já conhecido carrasco Icasa, perdendo feio de 4x2. Aliás, o árbitro deste jogo teve dois erros: um, não confirmando o gol de Mendes (mesma linha), outro validando o gol de Michael Jackson (já estava além da linha de zagueiros).
No resto, o Tricolor deu moleza: começou pelo técnico Márcio Araújo, a quem tenho feito elogios, mas que, desta vez, parece que esteve pelo avesso. Escalou mal, subsituiu errado e suas justificativas para a tragédia, foram piores ainda. Falou tanta coisa, que ainda agora estou ajeitando os miolos para entender.
O Bahia tem um gravíssimo problema em Pituaçu: é bem provável que, ao ver o estádio lotado, e a frenética galera gritando que ele “é minha vida”, o time entre pensando que vai ganhar na hora que bem quiser e entender. E entra em campo, mas não entra no jogo. Lá no Recife, com o time igualmente todo remendado, sem vários titulares, o futebol apresentado foi de uma personalidade elogiável. Marcou em cima, partiu em busca do gol, não ficou na leseira deste último jogo de Pituaçu. E por isso, ganhou do forte Sport, com justiça e méritos.
O problema voltou a ficar muito claro, mesmo entre os mais fanáticos, que até já botaram mais uma estrelinha no peito: a Série B deste ano, como já disse, tem uns oito ou dez times que se equivalem – e qualquer resultado vai ser possível. E quem vacilar, mesmo em casa, com todo favoritismo, pode dançar.
De qualquer sorte, fica a lição, porque contInuo acreditando que este ano o Bahia sobe.