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UM LÍDER,OUTRO HERÓICO

Sábado e domingo de festa fora de casa. O Bahia mostrou que não apenas assumiu a liderança de sua série,  a caminho do futebol de elite, como, também, um time que tem amplas possibilidades de chegar a mais um título nacional, tal a forma destemida como vem enfrentando os seus adversários dentro e fora de casa; o Vitória deu um passo decisivo para tanger a depressão que o envolvia ganhando do Atlético/MG, lá em Minas, da forma brava como ganhou.

 

Foram dois triunfos sólidos do Bahia diante da Ponte Preta (2x1) e do Vitória contra o Atlético/MG (3x2) e que deixaram as duas torcidas felizes. Tenho certeza que neste início de semana a cidade vai ficar colorida de camisas tricolores e rubro-negras – e que Pituaçu vai lotar nesta terça-feira (Bahia x Vila Nova) e o Barradão vai receber uma ótima plateia no dia seguinte (Vitória x Avaí).

 

O fato de o Tricolor haver enfrentado um adversário mutilado de um jogador, desde a metade do primeiro tempo, não tira o brilho de seu sucesso. Afinal, não tem sido a primeira vez que, de tanto fustigar em busca do gol, jogadores rivais se desesperam e cometem faltas desqualificantes – esta é, também, uma boa arma de todo time que não se acomoda em campo. Márcio Araújo deu cara nova, seu esquema é agressivo, não há bola perdida nem acomodação.

 

Já  o Vitória, que entrou com muito vapor e fez logo 2x0, mas sem Anderson Martins expulso desde o primeiro tempo, resistiu a todo tipo de pressão, e ainda teve forças para não deixar que o Galo virasse o marcador, definindo o placar em tempo hábil. Foi uma equipe que esbanjou preparação física e comando de seu treinador. Conseguiu um triunfo heróico fora de casa, porque nem uma arbitragem tendenciosa evitou o feliz e consciente desfecho no jogo.

 

Estimo que este ótimo astral permaneça latente nos nossos dois clubes, porque assim o Bahia vai ser aprovado no sempre muito difícil estágio da segunda divisão e o Vitória vai permanecer entre os grandes times da elite.