RUMO À SÉRIE A
Nem foi preciso o Bahia jogar bem para ganhar com autoridade do América, em Natal, por 2x0 e isso determina o primeiro aspecto para um time que pretende chegar entre os quatro primeiros e alcançar o objetivo da Série A. Em anos anteriores, até quando jogava bem havia sempre um problema que resultava em derrota ou empate. Agora, o que precisa realmente solidificar é o comportamento em casa, porque entendo que em todos os jogos, aqui em Pituaçu, o Bahia vai entrar sempre como favorito, Apoiado por uma grande massa e não tem o direito de fraquejar. O único perigo é que todos que estão entre os 12 primeiros mostram amplas condições de alcançar a elite.
Mas neste jogo de Natal, nem o fato de o adversário ter atacado desesperadamente no segundo tempo impediu de mais um triunfo justo e com autoridade. Deve ser sempre assim: mesmo fora, se o rival for fraco ou estiver enfrentando crise, não deve dar moleza, tem que jogar com a praticidade que o time de Márcio Araújo fez: paciente, marcando a saída de bola, chegando com consciência para concretizar seus gols.
Falar em Araújo, me parece um técnico muito mais centrado do que o seu antecessor, Renato Gaúcho, quje sempre tinha um discurso estranho para justificar o comportamento do time: se vencia, era porque executou tudo combinado, se perdia era porque faltou garra e brio aos seus comandados. Ele nunca errava, o adversário nunca tinha qualidade, pois os gols eram sempre creditados a bolas-paradas, vacilos imperdoáveis, lcnes fatais em momentos inoportunos. O atual não, fala com muito mais corência, até não se eximindo quando foi infeliz em uma mudança qualquer.
O Bahia atual tem, além de um comportamento de time favorito, três aspectos que me agradam muito: um goleiro (Renê), que joga com simplicidade; uma zaga mais compacta e bem protegida por dois volantes (Fábio Bahia e Bruno Octavio), que sabem realmente desarmar e dar sequêncioa ao jogo e um atacante (Jael), que inferniza o tempo todo e não deixa o jogo passar em branco.
É pena que Leandro continue o mesmo, entrando e saindo expulso ou por causa de terceiro cartão amarelo. Mas o Bahia tem tudo nesta temporada para voltar ao futebol de elite. Continua entre os quatro, coladinho com os demais pretendentes.