FUTEBOL CARA PÁLIDA
Uma terça e uma quarta de resultados ruins e de futebol sem realce. O Bahia não repetiu contra o Santo André o mesmo jogo vigoroso e criativo da partida anterior, contra a Portuguesa, e acabou perdendo por 1x0. O Vitória até que teve boas chances na segunda etapa, mas, também, teve momentos críticos diante do Inter e o zero a zero só não traduziu as boas chances dos dois times, mas ninguém mereceu ganhar.
O Bahia, menos mal; saiu daqui em oitavo lugar e voltou no G-4 de sua série, quarto colocado, podendo melhorar consideravelmente seu desempenho no jogo desta próxima rodada, porque enfrenta o Bragantino, em Pituaçu, que não me parece ser um adversário à altura de complicar o Tricolor.
O Vitória até que ganhou duas casas com o empate contra o Internacional, mas pode se desfazer delas nos jogos desta quinta-feira, e como fator de complicação, domingo vai a Goiânia pegar o sempre desesperado Atlético, vice-lanterna da competição, que agora começa a se recuperar, principalmente pela ótima forma do meia Elias, que tem feito gols em profusão. Depois, enfrenta o Palmeiras aqui, já pela segunda fase do campeonato, sempre um adversário muito difícil. Tem que fazer pelo menos quatro pontos e pode até entrar na perigosa zona do rebaixamento..
Sobre os esquemas dos dois times, entendo que Toninho Cecílio ainda não encontrou o time ideal – e olhe que estamos chegando ao segundo turno -, seus gritos e impropérios parecem não surtir o efeito mais competente do que o desempenho da equipe com o antecessor, Ricardo Silva, e não sei mesmo qual o destino técnico-tático de uma equipe muito mexida. No jogo desta quarta, a defesa teve vacilos imperdoáveis no primeiro tempo. Márcio Araújo deu demonstração de maior equilíbrio no comando do Bahia, que produziu um ótimo retrato contra a Portuguesa, mas que foi muito frágil e até deselentador contra o Santo André, ficando para as duas próximas batalhas uma constatação mais sólida.
Portanto, tudo continua muito indefinido para os dois lados.