DESALENTO E RECUPERAÇÃO
Por Edson Almeida
Ninguém poderia esperar tanta mediocridade no time do Bahia neste jogo de Pituaçu, contra o fraco Brasiliense. Um empate (1x1) em cima da hora, com gosto amargo de derrota; e o Vitória, de tanta frustração na quinta-feira, foi a Minas e surpreendeu, ganhando do poderoso Cruzeiro (1x0), com muita luta e méritos. É certo que se salvou em vários lances, mas teve até chances de fazer mais gols.
O futebol anda cheio dessas surpresas, desses tabus, dessses resultados que o fazem tão apaixonante. De um lado, tudo parecia conspirar a favor do Bahia, com os times que estavam à sua frente levando até de goleada, como foram os casos do líder Coritiba (1x5 Ipatinga) e São Caetano (1x4 Sport), mas o nosso campeão brasileiro não soube tirar proveito disso e fraquejou em seus redutos para um adversário que, aliás, por ruim que esteja sempre prega uma peça no Tricolor. O Vitória não ganhava em Minas desde 1999, quando, também fora do Mineirão, bateu o Atlético, por 2x1, no Estádio Independência.
Pior do que o empate de Pituaçu foi a impensada atitude do meia Rogerinho que, substituído, deixou o campo vaiado e resolveu dar dedos de forma obscena e ainda jogar uma garrafa de água em um torcedor. Merece uma punição rigorosa, até mesmo suspensão de contrato, tal o desrespeito ao maior patrimônio do clube, que é a sua imensa e apaixonada torcida, que mesmo nas horas mais difíceis jamais deixou de comparecer aos seus jogos.
O Vitória, agora, depois deste triunfo em Minas está mais aliviado e poderá seguir a sua vida na primeira divisão com possibilidades de se recuperar, espantando não apenas o fantasma da degola, mas se solidificando entre os clubes que ficam para a próxima temporada e até mesmo entre os de nova Copa Sul-Americana.
Tanto um quanto outro não podem mais andar perdendo pontos dentro de casa: o Vitória, menos mal, pois sua maior obrigação me parece não ser degolado e tentar uma vaga entre os 12 primeiros, mas o Bahia, cuja meta é ficar entre os quatro, para retornar ao futebol de elite, além de somar o máximo possivel de pontos em casa, vai ter, também, que ganhar jogos fora de seus redutos.
E neste caso, até aqui, o Bahia perdeu nove pontos irrecuperáveis em Pituaçu, na derrota para o Duque de Caxias e nos empates contra Figueirense, Ponte Preta e Brasiliense, porque analisando bem são todos times sem expressão para chegar aqui e fazerem o que fizeram.
Mas ainda há tempo de recuperação tanto para tricolores quanto para rubro-negros.