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QUINTA DE TERROR

A derrota do Vitória contra o Palmeiras, por 3x0, pela Copa Sul-Americana, nesta última quinta-feira, foi realmente uma sessão de terror. Mesmo nos primeiros 25 minutos, quando o rubro-negro teve maior posse de bola e os paulistas mostraram-se muito atrapalhados, foi um domínio irritante, estéril, sem qualquer resultado prático. Do tipo que leva o torcedor a uma frustração antecipada.

 

Só não foi pior do que aquela partida contra o Santos, lá na Vila, pela Copa do Brasil, porque deu a falsa impressão de que poderia consertar alguma coisa diante de um Palmeiras desarticulado e frágil, que chegava ao primeiro gol, já nos acréscimos, sem mostrar sintoma de competência.

 

Aí, perdoados os pecados da falta de chutes a gol, vinheram os piores momentos de uma triste noite de erros e desapontamentos: todo time continuou engasgado, Viáfara, que vinha sendo o melhor de todos os rubro-negros provocou uma lambança, saindo irresponsavelmente de sua meta para jogada de beirada de campo, entregou para o adversário, foi uma sucessão de falhas e o segundo gol. Então, o técnico Toninho Cecílio tentou mudar e o fez de forma muito equivocada, optando por Neto Coruja, avisando que pretendia sustentar um resultado que levava apenas para as penalidades – e a classificação do fraco Palmeiras acabou se confirmando no único gol de bela feitura, em falta muito bem concretizada pelo Conceição.

 

Outra vez, o adversário conseguiu o que realmente precisava, muito mais pela incompetência do Vitória do que por méritos próprios, pois o alviverde parece atravessar uma de suas mais melancólicas fases – só que o Leão foi manso demais no ataque, incompetente em todos os setores e não mereceu outra sorte. Confirmou ser um time doméstico, limitado.

 

Fica o alerta para a trajetória da Série A, competição mais importante que ainda resta ao nosso tetra-campeão. Jogar bem em casa e se apequenar toda vez que sai significa que vai ser um grande sufoco até o campeonato terminar.

 

Cair para a segunda divisão será um fracasso irremediável. Ainda há tempo de se consertar esses lamentáveis equivocos que a torcida já não suporta mais.