DOIS PONTOS EM 12
Além da derrota de 2x0 do Vitória para o Santos, pela Copa do Brasil, esta semana de transição julho-agosto foi muito ruim para o nosso futebol, com nossos dois representantes em Campeonatos Brasileiros só conquistando dois pontos em 12 disputados, o Vitória com um empate contra o Grêmio Prudente (0x0) e derrota para o Botafogo/RJ (2x3) e o Bahia, derrota para o Náutico (3x2) e empate com o Figuirense (2x2. O Tricolor empacou entre os últimos dos 10 da segunda divisão e o Vitória beirando a zona de degola da primeira. Ou melhoram ou vamos ter que ficar fazendo aquelas continhas chatas de quase todos esses últimos anos.
Para ser justo, até que os dois não jogaram tão mal assim: o Bahia fez o seu melhor jogo em Pituaçu, levou um gol, conseguiu a virada, mas pegou um Fiqueirense de melhor esquema tático e acabou cedendo o empate, que foi uma ducha fria no calor emocional da ótima torcida (14 mil), que compareceu em tarde de sábado chuvoso. O Vitória, mesmo bastante alterado, era mais time que o Botafogo, até os 30 minutos do segundo tempo, levou um inesperado gol, conseguiu empatar e, de repente, desandou, levou mais dois gols e ficou duplamente complicado: além de tirar um pouco a mais daquela confiança da torcida em reverter a decisão contra o Santos, pela Copa do Brasil, vai ter que se apressar muito para reconquistar crédito dentro do Brasileiro.
Há dois problemas muito visíveis causadores desta situação de tricolores e rubro-negros: no Bahia, tudo que é time que o enfrenta, mesmo sem a tradição e a qualidade de seus jogadores, sempre apresenta um esquema mais coordenado, com alternativas de passes mais concretas. E o Vitória paga o pesado ônus de disputar paralelamente duas importantes competições, o Brasileiro A e a Copa do Brasil, sem as peças de reposição e sem a força que esta façanha exige.