SE FOSSE SEMPRE ASSIM
Tivemos um final de semana para nenhum torcedor exigente nem cronista amargo botar defeito: o Bahia tratou de se impor contra o São Caetano e o venceu por 3x0, sem qualquer tipo de contestação, pois até o claudicante primeiro tempo foi amplamente superado por uma segunda etapa de predomínio absoluto; o Vitória, que já estivera bem na quarta-feira, lá no Olímpico, só empatando o jogo (1x1) por causa de um árbitro cego, que deixou de marcar dois pênaltis, enfrentou o famoso e temido São Paulo e, com luta, garra e determinação, ganhou de 3x2, quebrando um velho tabu de nove anos.
Não vejo tanta fragilidade em nossos times como alguns teimam em afirmar, confiando apenas na contratação de jogadores de salários elevados, pois a maioria que pode vir pra cá é sempre já em final de carreira e sem muitos dividendos a dar. Prefiro os nossos “craques” sem grande fama, mas que lutem, que joguem buscando um lugar no espaço, como Elkeson, Walllace, Nino, Rogerinho, Ananias, captaneados pelos mais experientes como Viáfara, Ramon e o próprio Moraes, que ainda não rendeu muito, mas que sabemos ter umn bom potencial.
Eu tenho um forte sentimento de que, se o Bahia mantiver, pelo menos aqui em Pituaçu, a pegada do último jogo, pode perfeitamente subir para o grupo de elite nesta temporada, pois não vejo nenhum outro adversário com capacidade tão elevada a ponto de assustar o Tricolor. A segunda divisão deste ano é equilibrada entre uns 10 concorrentes, mas é muito mais fraca do que nos dois anos anteriores.
E o Vitória? Seu maior problema é estar jogando com as responsabilidades redobradas, de fazer boa campanha na Série A e ter que decidir o título da Copa do Brasil, dentro dos próximos 15 dias, contra o Santos. Além de ter ainda as Copas do Nordeste e Sul-Americana. Mas, diante do seu desempenho dentro de seus domínios, o Leão pode, sim, chegar no final da temporada com um saldo positivo.
A receita, que vale para os dois, é nunca se apequenar diante de qualquer que seja o adversário.