ALENTO E DECEPÇÃO
O Vitória voltou ao Brasileiro marcando forte na saída da defesa do Grêmio, lá no Olímpico, fez o primeiro gol, teve outras boas chances, levou o empate no último quarto de hora do segundo tempo, mas deu alento ao seu torcedor. Não foi uma maravilha, mas foi guerreiro e determinado; o Bahia, ao contrário, nem bem começou o jogo contra o Guaratinguetá, lá em SP, e já estava perdendo de 2x0, tão desligado e ineficiente que entrou no jogo. No final, até que reagiu, marcando dois gols, mas aí o rival já estava com quatro de vantagem e foi inevitável uma terceira derrota consecutiva na competição.
Tanto Vitória quanto Bahia pegam aqui, neste final de semana, adversários duríssimos e de muita história: o Leão vai receber o São Paulo, ferido e derrotado em casa pelo Avaí, e já faz um tempão que os paulistas foram derrotado no Barradão, e o Tricolor recebe o São Caetano, que já está no G-4 e vai fazer de tudo para se manter por lá. Só que o time de Renato Gaúcho, se tiver um bom planejamento tático, pode se impor em sua casa e até chegar entre os primeiros, porque a diferença contra ele, que está na metade da tábua de classificação é muito pequena.
Uma coisa está ficando cada vez mais clara: nossos times ainda são limitados para chegar na frente em suas divisões – e a tarefa do Bahia é bem mais difícil, porque tem que se situar entre os quatro melhores na Série B, sob pena de continuar gravitando nesta divisão inferior do Brasileiro. Já o Vitória, se chegar entre os 15 de sua série, permanece na primeira ou se for um pouquinho melhor, consegue até beliscar, pela terceira vez consecutiva, o direito de disputar a Copa Sul-Americana.
Há outro aspecto também muito visível: enquanto o debutante Ricardo Silva tem o grupo rubro-negro sob seu controle – e a gente enxerga um bom desenho tático em campo -, o já rodado Renato Gaúcho parece ter enormes dificuldades de colocar em prática os seus conceitos. E depois de cada jogo tem sofismado muito, culpando lances de bolas paradas, lapsos de defesa e, o que é pior, que o time não tem desempenhado com eficiência o combinado antes dos jogos.
Ambos estão diante de perigosas encruzilhadas: ou ganham seus difíceis jogos ou passam a figurar entre os ameaçados de suas divisões.