A ESPERADA DECISÃO
Eu até concordo com os que dizem que esta Copa do Mundo, faltando menos de 10 jogos para acabar, ainda não atingiu o climax técnico que todos esperavam, porque Itália, Inglaterra e França já foram embora só deixando a péssima impressão de que levaram mais mídia do que futebol – e que, agora, de tradicionais mesmo só restam Brasil, Alemnha, Argentina, Holanda e Portugal sem que nenhum deles tenha apresentado qualquer tipo de novidade. Mas uma coisa é mais do que certa: se der na final o clássico sul-americano Brasil x Argentina, aí a Copa da África coloca o seu nome no topo da história.
Ainda há caminhos a percorrer, mas neste momento é concreta uma grande chance, bastando brasileiros e argentinos passarem por holandeses e alemães neste final de semana para que tudo fique mais vivo e possível, começando, mesmo antes da semifinal, a gerar discussões, apostas e previsões sobre o provável grande duelo de todos os tempos.
Um torcedor apaixonado me disse que vai dar realmente Brasil x Argentina e que ele teme muito por esta decisão, pois o time de Messi tem apresentando melhor futebol do que o de Kaká. É verdade, só que ele esqueceu do carisma que representa a camisa amarelinha, pois diante dela gregos, troianos, europeus e americanos amarelam, tremem, passam a jogar um futebol diferente do que estão jogando e entram em depressão tática.
Viram o Chile? Foi congestionar o meio da área e deixou as laterais livres – e se o Brasil tivesse explorado mais aquelas avenidas, não teria sido de três, mas de cinco ou seis gols. É isso que espero da Holanda, que é uma boa equipe, está invicta há 17 jogos, mas é batata: vai jogar com outro esquema contra o Brasil – é meio caminho para Robinho, Kaká e Luis Fabiano fazerem confusão na área deles. E contra a Argentina, numa possível final, a coisa não deve mudar, porque eles respeitam muito a Seleção Brasileira, como aconteceu nas eliminatórias lá em Rosário, ninho portenho e de Maradona, quando ficaram atordoados e levaram goleada.
Enquanto a gente fica esperando o grande clássico sul-americano na final, os nossos Bahia e Vitória vão caminhando no mal programado Nordestão: o Leão até continua com garras afiadas dentro de casa, mas quando sai fica manso demais; o Esquadrão de Aço, que achou de minimizar o torneio só colocando reservas e juniores, permanece derretendo tanto em Pituaçu quanto na casa do inimigo.