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BRASIL-PORTUGAL

Mesmo com os problemas da estréia, creio que Brasil e Portugal se classificam pelo Grupo G, contra Costa do Marfim e Coréia do Norte. Brasileiros e portugueses tiveram um mesmo drama, o time de Dunga durante todo o primeiro tempo e o de Carlos Queiroz nas duas fases do jogo: maior medo de perder do que vontade de ganhar.

 

Muito toque de bola, pouca decisão na entrada da área –quando o Brasil resolveu agredir com mais cotundência no segundo tempo chegoi a um cômodo 2x0 sobre a Coreía, depois levando aquele gol de bobeira, mostrando que é preciso muito mais esperteza e atenção. Portugal foi, de forma clara, mormacento durante todo jogo – pobre na técnica, inconsequente na tática, muito frágil na compleição física de seus jogadores – e os mais importantes deles fizeram muito pouco: Cristiano Ronaldo só teve de positivo uma bola na trave, o nosso conterrâneo Liedson quase não pegou na bola e Deco foi uma barata tonta. 

 

De certo modo, ainda tivemos alguns bons valores, como os dois laterais (Maicon e Michel), os dois zagueiros de área (Juan e Lúcio) e Robinho sempre muito esperto, porque Kaká mostrou que está completamente fora de forma e Luis Fabiano foi lento ou apressado dentro da área. Mas de forma concreta mesmo, embora sem um jogo de encher os olhos, fomos melhores do que Portugal, nosso maior adversário da chave.

 

Dos grandes favoritos ao título, a Alemanha foi a que melhor impressinou na estréia; Holanda razoavelmente bem, Brasil mais ou menos, Argentina assim-assim, Inglaterra foi meia-boca e Itália parece sem grande futuro. Fico na expectativa da Espanha, que muitos dizem ser o bicho-papão. Só que fui com esta expectativa na Copa das Confederações e a Fúria uma grande desilusão.