TESTAR NÃO É COMPETIR
É preciso lembrar que Vitória e Bahia entraram neste mal programado Campeonato do Nordeste dizendo que iam testar jogadores, dando oportunidade a reservas, a novas contratações e aos meninos da Base. Agora, com os primeiros resultados negativos em campo não adianta se estressar: nem torcedores, nem cronistas, muito menos dirigentes.
Se o sujeito tiver a tranquilidade de enfrentar essas iniciativas pela ótica da observação técnica de cada um dos jogadores utilizados ou pela oportunidade de não ficar com muitos deles parados durante a Copa do Mundo, só treinando, comendo e dormindo, até quie não se pode desprezar. Ocorre que já solidificamos uma triste mania de entrar em qualquer competição, seja da categoria que for, exigindo que os dois grandes da capital entrem e estraçalhem. Mas no caso deste Nordestão todos nós estamos avisados de que é uma espécie de treinamento contra outros adversários regionais e que os times vão jogar sempre sem as suas maiores expressões.
Acho que atitude assim dos dirigentes, bem pensada, com os técnicos, sejam titulares ou auxiliares, fazendo tudo certinho no final, com sucesso ou não em campo, vai ter um saldo positivo sim, porque será muito mais prático analisar-se quem tem ou não condições de continuar nos Brasileiros das Séries A e B ou quem deve ser dispensado. Que o certame foi mal programado, é outro aspecto muito visível, porque aghora o que todo mundo está de olho mesmo é na Copa da África do Sul.
Ainda bem que a Itapoan FM, emissora onde trabalho, e que teve observações muito sensatas do companheiro Wilson Lago, não varou noite a dentro para ouvir apaixonadas opiniões de torcedores, que já estrearam na Copa com xingamentos e mágoas de vários jogadores.
Ainda é cedo para conclusões definitivas, pessoal. O Nordestão está apenas começando e quem entra para testar jogadores não fez a promessa de competir pra valer nem de conquistar o título. Essas coisas podem acontecer de forma acidental ou surpreendente.