FORA DOS DOIS GS
De um lado, decepção para os tricolores que viram em apenas duas rodadas o seu time despencar da liderança isolada para o sétimo lugar, contabilizando duas humilhantes derrotas para times inexpressivos da Série B; do outro, apenas o alívio de rubro-negros, que não vão ter o disssabor de assistir aos jogos da Copa com o seu time entre os quatro piores do campeonato. Em ambos os casos há jeito sim, porque apenas sete de 38 jogos foram realizados e há tempo necessário para tomada de posição coerente e reparatória.
O Bahia tem que encontrar um esquema de jogo mais solidário, mas compacto, mais atraente e competitivo. O grupo não é tão inferior a outros de sua divisão, mas joga como time de fábricaem torneio caxeiral, cada um desenhando o seu próprio destino dentro do campo – e isso dá no que deu: foi um vareio de 4x0 lá na terra do Padim Padre Ciço, contra um tal de ICASA, que na rodada seguinte foi impiedosamente massacrado pelo ASA, em Arapiraca, e para completar a tragédia do pré-Mundial, um jogo amarrado contra o lanterna Duque de Caxias, dentro de Pituaçu, uma derrota iarrecuperável dentro da competição.
O Vitória até que vem sendo um time guerreiro em todos os seus jogos, dentro e fora de casa, mas parece que em alguns deles, na casa do inimigo (0x1 Palmeiras, 0x1 Ceará e 1x2 Fluminense), tem faltado aquele algo mais para se garantir até o apito final. E isso não é falta de sorte, é falta de uma consciência mais ampla quando joga fora de seus domínios. Tem que engrossar o pescoso, ter juba de leão predador. Mas o importante é que não vai gerar mais o incômodo e pachorrento mormaço de levar toda a Copa entre os candidatos à degola, mesmo com a advertência de que, no reinício terá o imbatível Grêmio no Olimpico e o sempre favorito São Paulo no Barradão.
Bom mesmo é a gente ver o nosso irmão Ceará fazendo bonito, com a mesma pontuação do líder Corinthians (17 pontos), não tendo tomado conhecimento do famoso Galo de Wanderley Luxemburgo dentro do seu eterno santuário do Mineirão e aplicado 1x0 neste último domingo. Aliás, isso serve para mostrar que não é contratando jogadores famosos e caríssimos que times de menores recursos financeiros podem largar bem no campeonato. Foi assim o próprio Vitória nos dois últimos anos, agora o Ceará – e porque não lembrar o Santos, que é a equipe de melhor futebol em todo semestre com a maioria dos seus craques feitos em casa? Acho que o importante é saber contratar e escolher jogadores e comissão técnica, o resto é fantasia, como são exemplos Vasco e Atlético/MG que estão batendo uma biela de fazer dó. Com cra ques de 200 mil reais e técnicos de grande realce e fama.
Vamos, portanto, esperar que Bahia e Vitória possam se refazer e cada um deles ganhe um caminho mais eficiente dentro de suas divisões. A recuperação de jogadores como Ananias e Moraes e a possibilidade de já contar logo com Jael poderão reativar o Tricolor; e um reabastecimento de energias para vários jogadores do Vitória, alguns deles no DM, outros novos precisando se encaixar com mais proveito, reorganizando a engrenagem do nosso tetracampeão, que além da difícil Série A ainda tem a decisão da Copa do Brasil contra o perigoso e fantástico Santos.