INCÔMODA FASE DO QUASE
O Vitória precisa começar a superar logo neste sábado esta incômoda fase do quase. Tão incômoda quanto ingrata. Porque exceto o jogo contra o Ceará, quando o time foi apático o tempo todo, o nosso tetracampeão tem jogado bem, com valentia, de igual para igual, só o resultado é que não tem servido de nada. De concreto mesmo, em seis jogos (18 pontos disputados), cinco minguados pontos: a vitória contra o Atlético/MG (4x3) e os empates diante do Flamengo (1x1) e Avaí (0x0).
Tanto nos dois empates quanto nas derrotas para Palmeiras (1x0), Ceará (1x0) e Fluminense (2x1), o Vitória ficou na base do quase, pois, na ótica prática de cada jogo, bem que poderia ter alcançado resuldados melhores. E um torcedor me argumentava, depois deste jogo do Maracanã, por sinal um dos mais movimentados do campeonato, que o Leão está assim porque “armaram“ uma tabela muito desigual, com quatro jogos fora e apenas dois em casa nas seis primeiras partidas, enquanto o Ceará, por exemplo, fez o inverso, quatro em casa (Fluminense, Vitória, Cruzeiro e Avaí) e duas fora (Santos e Goiás) e que, por isso mesmo, cumpre excelente campanha nesta largada. Aí contrargumento que, na segunda fase, na largada, o Vitória vai ter na sua primeira leva de seis jogos, quatro em casa (Palmeiras, Ceará, Avaí e Fluminense) e dois fora (Flamengo e Atlético/MG). O que não pode é dar moleza dentro do Barradão nem deixar de conquistar alguns pontinhos preciosos na casa do inimigo.
Há um aspecto que tenho abordado sempre: só agora que o Vitória começa a testar os seus reforços. Eu até concordo que não há nenhum jogador de Seleção, mas, pelo menos Jonas, Lenilson, Evandro e Renan Oliveira serão muito úteis, sim, diante do que já mostraram – e logo Ricardo Silva vai poder contar com um lote de bons jogadores que se encontram no DM – Viáfara, Uéllinton, Bida, Ramon, além do menino Elkeson, punido com cartão.
Eu não poderia deixare de falar do Bahia, nosso representante da Série B, que tem todos os ingredientes para voltar à elite neste ano, porque até quando perdeu da forma humilhante que foi lá em Juazeiro do Norte (0x4 Icasa), foi em um momento, como diria o ex-presidente Paulo Maracajá, que poderia perder. Aliás, que me permitam dizer uma coisa que pode até doer muito, mas que traz o benefício do alerta: foi bom perder de muitos, escancarar todas as deficiências ainda existentes, porque assim o técnico Renato Gaúcho começa a entender que é necessário assentar um desenho tático mais eficiente e não entrar em campo, contra times inexpressivos, com tanta gente de marcação no meio-campo.
Feitas essas observações, continuo acreditando na volta do Bahia e na permanência do Vitória na primeira divisão.