SINAL DE ALARME
O Bahia até que está com uma bonita largada na Série B, dividindo a liderança com Guaratinguetá, Náutico e Brasiliense, que só estão à frente do Tricolor nos critérios, porque todos estão com os mesmos sete pontos, ainda invictos, duas vitórias e um empate. Até o deslize neste jogo da sexta-feira em Pituaçu (1x1 Ponte Preta), com casa praticamente lotada, frustrando a expectativa de um grande sucesso e uma extraordinária estréia do meia Morais, pode ser entendido, pois diante de uma divisão equilibrada, o nosso vice-campeão está entre os favoritos a uma das vagas. Manteve uma boa base e está contratando jogadores de bom nível.
O Vitória, que tem sido nosso único representante nas principais competições, é um tetra baiano, finalista da Copa do Brasil e novamente dono de uma das vagas à Copa Sul-Americana, mas seguramente não se municiou devidamente para tantas frentes de batalha e fraqueza muito neste início de Brasileiro Série A, tendo conquistado um mísero ponto (empate de 1x1 em casa com o Flamengo e derrotas por 1x0 diante de Palmeiras e Ceará, fora de seus domínios), até dando sorte em não figurar ainda no grupo dos degoláveis, graças aos critérios que colocam times famosos como Atlético/PR, Grêmio, Vasco e Goiás abaixo do Leão.
Tudo é muito prático para uma análise, mas tem que ser sem os devaneios dos que julgam o futebol como passe de mágica, que é só contratar um jogador caro ou de fama e tudo dar certo, como, também, sem a franqueza dos que jogam a toalha cedo, diante das primeiras grandes dificuldades. Por enquanto, é o sinal de alarme, porque o de alerta e imprensa coerente e os torcedores sensatos já foi disparado desde o início da temporada quando, outra vez favorito ao título, o time da Toca dava sinais de que não suportaria tanta responsabilidade sem peças de reposição. Ninguém pode desqualificar o grupo, o jovem técnico Ricardo Silva nem as conquistas desde primeiro semestre, mas sempre houve o aviso de que era preciso reforçar, porque ia chegar o momento que faltariam reservas devidamente preparados e dentro da filosofia de trabalho do treinador – ou até mesmo dentro da proposta de trabalho da entidade.
Um grande clube, participante de tantas competições importantes, não pode iniciar a temporada com a conta do chá. Tem que investir mais, preparando munição dentro de casa para, a cada competição, ter armas fortes para enfrentar as batalhas. É claro que ainda há tempo de se consertar muita coisa, mas está bem claro que esses reforços poderiam ter sido garimpados entre as principais revelações do nosso campeonato, como fez o Avaí, o Guarani e o próprio Ceará, que começam muito bem a Série A sem ter que ir buscar jogadores famosos, em final de carreira, ganhando somas absurdas. Eu até concordo que esses times, alijados no caminho da Copa do Brasil e sem outras disputas importantes, depois dos seus estaduais, concentraram-se mais no Campeonato Brasileiro...
Mas o Vitória, agora, vai ter que correr rápido para desligar o sinal de alarme, pois é temeroso não pontuar e continuar na rabeira do mais importante certame do país.