Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Holofote
Você está em:
/
/
Coluna

Coluna

A NOITE DAS RESPOSTAS

Que noite! O Vitória salvou o futebol da Bahia e do Nordeste, teve garra, determinação, o grupo fechado com o seu jovem treinador Ricardo Silva, a diretoria sendo premiada por não cometer excessos nem arroubos, mas pela responsabilidade de valorizar a prata da casa, de prestigiar alguns craques experientes, de honrar compromissos com atletas e funcionários e a torcida de compreender que pode fazer a diferença. A goleada de 4x0 sobre o bom Atlético/GO foi um prêmio à coerência. O Leão teve seis jogadores brilhantes – Viáfara, Nino, Egídio, Uélliton, Júnior e Elkeson -, a experiência de Ramon e Vanderson, a incansável luta de Wallace, Bida, Reniê e Neto Coruja, e até Berola, que todos reclamam por prender muito a bola, quando resolveu soltá-la foi de grande proveito. 
 
Ainda vejo o Vitória entrando em campo sob uma incompreendida tensão, porque até concordava que tivessem sido feitas todas as recomendações do mundo, mas não da forma humilhante como uma grande fatia da mídia e da própria torcida rubro-negra fizeram antes desta histórica partida. Lembram-se? Que de um lado havia o inexperiente Ricardo Silva, do outro o extraordinário Geninho; que o time goiano era tão bom que há séculos não levava dois gols de ninguém; que talvez Viáfara e Uéllinton se salvassem em todo o time. Porque Júnior já não fazia mais gols, Berola e Elkeson eram dois meninos inconsequentes, uma zaga que não raras vezes entrava em pânico em bolas altas – uma série de defeitos. Só que o mais prático sempre foi muito jogado para escanteio: que em casa, nesta competição nacional, o Leão tem sido quase perfeito. Havia quatro jogos, três goleadas, 15 gols, mais de três por partida, nenhum gol sofrido! 
 
Foi justamente este detalhe que prevaleceu: agora, depois desta brilhante jornada contra o bom (mas não tão assustador) time de Goiânia, são 19 gols no Barradão sem sofrer um sequer: 4x0 Corinthians/AL, 5x0 Náutico, 4x0 Goiás, 2x0 Vasco e este 4x0 Atlético/GO. Agora, como há 17 anos, uma terrível pedreira na decisão. Porque em 1993, naquelas finais do Brasileiro da Série A, foi contra o Palmeiras, que desde a antepenúltima rodada todos já o apontavam como campeão, diante da brilhante equipe que possuía; agora, nesta final de Copa do Brasil, é o Santos, o time mais festejado destes últimos tempos pelo Brasil afora. Mas o Vitória tem os seus méritos, é atualmente um dos dois melhores em um campeonato que contou com 64 pretendentes, entre favoritos, emergentes e zebrões. E isso já é uma conquista para o futebol que, há três anos atrás encontrava-se com os seus dois maiores clubes na terceira divisão e que, de forma ascendente, o Vitória salva a pela de todos nós, classificando-se para duas Copas Sul-Americanas e uma final de Copa do Brasil. 
 
Torcedor inteligente tem que continuar exigindo luta, mais reforços, comparecendo sempre – porque se o Vitória, em todos os seus mais importantes jogos tivesse um público gigantesco e tão participativo como o desta quarta-feira, seria difícil algum outro time acompanhá-lo em bons resultados e progresso administrativo, porque o que o seu presidente passa é a certeza de que não pretende jogar dinheiro pela janela, mas fazer tudo com calma e planejamento.
 
E é por todas essas coisas que o Vitória tem dado essas excelentes respostas.