O JOGO DO ANO
Este Vitória x Bahia decisivo programado para o Barradão é realmente o grande clássico do ano e, para muitos, sem exagero, o duelo desta primeira década do Século, porque, enquanto o Vitória tenta chegar ao seu bi-tetracampeonato, o Bahia luta para acabar com um jejum que já duram quase 10 incômodos anos.
O Rubro-Negro tem a vantagem de entrar com o título nas mãos, porque se Viáfara não levar gols (ou apenas um de diferença), a taça estará garantida, mas o Bahia só tem uma alternativa: atacar. Buscar o gol incessantemente até ficar tranquilo com o objetivo em suas mãos.
Então, gente, será uma porfia (para não negar minhas origens da metade do outro Século), difícil... dificílima. E pretensioso, arrogante e infantil é o cabra que tiver a coragem de dar um palpite definitivo, que o Vitória já pode encomendar as faixas ou que o Bahia já pode preparar o chope. É jogo do detalhe, para ser decidido minuto a minuto,m lance a lance. Da estratégia de defender e de atacar. O Tricolor não pode se lançar desvairadamente ao ataque, embora este seja o seu maior caminho, mas vei ter que se precaver também na defesa; o Rubro-negro não pode ser defensivamente o tempo todo, porque senão, quando acordar, já será tarde demais para fazer prevalecer as suas vantagens.
Com mais de 40 anos de futebol baiano, não custa nada pedir aos torcedores que incentivem o seu time, que façam gozações com os adversários, que gritem e levem muito calor, mas, pelo amor de Deus e da Vida, não apelem para a violência. Porque a violência não faz festa, mas acaba sempre causando muitas perdas e tristezas.