OS PRÓS E OS CONTRAS
Claro que o futebol (ou quase todas as competições) nunca pode levar a análise de fatores de avaliação explicitamente pessoal. Há (e no futebol isso é muito mais eloquente) uma gama de motivações acima de qualquer intenção ou prognóstico.
Se a gente tomar como base a eficiência de cada um para este clássico e esta decisão vai encontrar o Vitória favorito, porque, além de já ter uma melhor campanha no estadual e jogar pelo empate ao final dos dois jogos, ainda lhe sobressai uma melhor trajetória no semestre, entre Baiano e Copa do Brasil: até agora, o Rubro-Negro contabiliza 26 jogos, 56 pontos ganhos, 17 vitórias, cinco empates, quatro derrotas, 58 gols a favor, 21 contra, saldo de 37, indice de aproveitamento de 71,8%; já o Bahia só jogou 23 partidas, três a menos na Copa do Brasil, soma 48 pontos ganhos, 14 vitórias, seis empates, três derrotas, marcou 45 gols, sofreu 23, tem um saldo de 22 e uma eficiência global de 69,6%.
Mas esses números são apenas teóricos, porque na prática mesmo há de se considerar que o Bahia é um time menos estressado do que o Vitória. Saiu prematuramente da Copa do Brasil e passou a se focar intiramente na decisão do campeonato. Tem, há três semanas, apenas a competição regional, enquanto o adversário está jogando duas vezes por semana, sempre jogos com a mesma intensidade de caloria de uma apimentada decisão.
Time por time, os dois se equivalem, tanto que um ponto a mais em favor do Vitória representa muito pouco ou quase nada para efeitos comparatiivos. Experiência por experiência, um tem Ramon Menezes, outro Edilson, dois ótimos goleiros nas metas, muita gente jovem querendo mostrar valor de um lado e de outro. Os dois vão alterados, fruto de cartões e lesões ? e neste último aspecto o Vitória parece levar a pior.
Por todos esses prós e contras, o jogo de Pituaçu continua muito indefinido para se apresentar um provável vencedor ? e justamente a decisão do título deve ser muito influenciada pelo resultado deste primeiro clássico. Quem se encaminhar melhor, pode colocar mão e meia na taçã de campeão.