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DEU O ÓBVIO

Esse negócio de que o Bahia voltou a dar mole empatando o jogo e ficando em desvantagem contra o Vitória para mais uma decisão é  falácia e conversa de esquina, muito própria para torcedor que pretende transformar em realidade suas latentes intenções. O caso é que os dois empataram, não mereceram outro resultado e continuou tudo na mesma, o Rubro-negro com um pontinho na frente do Tricolor.

 

Outra coisa: acho mero palpite dizer-se que um ou outro é o favorito, porque, na verdade, nunca houve uma decisão tão equilibrada quanto esta e qualquer resultado pode acontecer – nem a vantagem do Vitória pode ser realçada nem o forte desejo de o Bahia acabar com este insistente jejum deve ser uma argumentação concreta. 

 

Tem mais: é preciso considerar o desempenho dos dois times do interior nesta fase semifinal, porque em quase todos os tempos os grandes da capital deitaram e rolaram quando enfrentaram esses adversários em fases decisivas. Lembram-se do campeonato 2008 em que os dois dependiam de seus resultados contra Conquista e Itabuna? Meteram cinco cocos e o Vitória acabou campeão, porque ficou com melhor saldo de gols. Só mesmo em 2006, quando o Leão decidiu contra o Colo Colo é que foi diferente. Então, apesar de toda ruindade que estão creditando à dupla Ba-Vi é coerente que se valorize Bahia de Feira e Camaçari que sairam invictos de um turno decisivo como esta semifinal, jogando bem, dando calor nos poderosos da Capital. 

 

Na verdade, esses jogos do domingo (Bahia 1x1 Bahia de Feira e Vitória 1x1 Camaçari), no mínimo serviram para purificar a alma de 12 mil tricolores e 11 mil rubro-negros que foram a Pituaçu e Barradão. No segundo tempo de cada partida, diante da iminência de uma desclassificação, a tv mostrou, repetidas vezes, homens e mulheres, mãos esticadas para os céus, implorando para conquistar a vaga. Os do Bahia para não levar gols dos feirenses, só sofreram um e resistiram; os do Vitória para fazer um mísero gols, embora à base de um futebol maluco que, desde a primeira tentativa na etapa final parecia ser o último minuto do jogo, sem qualquer tipo de planejamento tático, só na base da força de vontade.

 

Apesar desse sufoco na semifinal, deu o mais corente, porque não seria justo times de pontuação tão inferior chegassem na frente dos tradicionais concorrentes ao título.