MUDARAM OS COADJUVANTES
Só mudaram mesmo os clubes coadjuvantes, agora Bahia de Feira e Camaçari, porque nos últimos anos têm sido Conquista, Atlético, Itabuna, Fluminense e Colo Colo. E deve dar mesmo o velho clássico do Nordeste (Ba-Vi) nas finais do campeonato, mas como tenho ouvido muitos dizerem (torcedores e companheiros), que Bahia e Vitória não valem o Pirapora Futebol Clube, é de se esperar até que o milagre volte a acontecer e o título acabe nas mãos de um time do interior, o que é muito improvável.
Eu particularmente, que já estou cansado de tantas vidências erradas, continuo achando que esta taça vai para Itinga ou Canabrava, dependendo muito do comportamento das duas equipes nesta próxima etapa do campeonato. Não considero muito este negócio de vantagem nem para um nem para outro, até porque, em Ba-Vis as decisões têm acontecido com uma vitória e um empate, portanto desprezando-se esse negócio de regulamento que estabelece o critério com o empate após os dois jogos como vantagem.
Na verdade, a maior de todas as surpresas tem sido o Bahia feirense, que já na sua volta à divisão especial chega a uma decisão. Tem um time sem grandes estrelas, mas muito bem treinado, com um esquema tático assentado e um treinador (Arnaldo Lira), que parece enxergar muito desse negócio de bola.
Três grandes decepções: o Conquista, que até andou brochando muito dentro de sua própria casa; o Fluminense, do qual se espera sempre uma boa campanha, pela tradição e força de sua torcida; e o Itabuna, que começou a todo vapor, mas que acabou caindo no grupo da morte e não teve jeito mesmo, foi parar mais uma vez na segunda divisão. Atlético e Feirense não cheiraram nem federam, o Madre de Deus prometeu muito, mas acabou fazendo companhia na desventurada façanha do Itabuna (segundona), Colo Colo e Ipitanga podem apenas comemorar a salvação na última hora, mas é preciso que tenham aprendido a lição para melhorar no ano que vem.