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AGRESSIVIDADE

A derrota do Bahia para o Figueirense não teve se nem porém. Como bem falou Márcio Araújo, o Figueira foi superior e ponto final. Os três volantes, Marcone, Fábio Bahia e Hélder, o lateral direito Arilton – mais pra frente vou falar sobre ele – o zagueiro Alison e os atacantes Adriano e Jael, estiveram bem abaixo do que vinham jogando. Bem abaixo mesmo! Tiro um pouco do peso em cima dos jogadores de frente, por que a bola não chegava, mas, nas únicas chances claras de marcar no primeiro tempo, os dois perderam por falta de sangue frio. 

 

O que me chamou atenção na partida foi à ausência de agressividade. Não foi a primeira vez. Nos dois últimos jogos fora de casa, o Bahia se preocupou apenas em não perder. Me assusta essa tática de administrar a vaga no G4 dessa forma. Contra Duque de Caxias e São Caetano, o time de Márcio Araújo tinha mais torcida no estádio e uma equipe muito superior. No entanto, o excesso de respeito e preocupação com o que o adversário pode fazer, parece ter fechado os olhos para que o próprio tricolor poderia fazer. A marcação no campo de ataque, que deu certo contra Portuguesa, Ponte Preta e Sport, foi, inexplicavelmente, deixada de lado.

 

Entendo que o importante é pontuar, mas não dá para ser tão cauteloso. Deixo o jogo com o Figueirense de fora dessa conta e, por isso, foram quatro pontos perdidos por falta de agressividade. O próprio Araújo reconheceu isso depois do jogo contra o São Caetano. Mudar a estratégia que vinha dando certo em um momento tão decisivo, não parece ser a escolha mais inteligente. Atuações ruins estão sempre sujeitas a acontecer. Não existe time imbatível, ainda mais nessas condições, mas tem de fazer por onde. É o mínimo que se espera.

 

 Para finalizar, vou falar a respeito de uma situação que vem deixando muita gente de cabelo em pé. O desfalque grandioso do lateral direito Jancarlos. Seu substituto natural, Arilton, tem sido alvo de todo mundo, inclusive meu. Realmente ele foi muito mal contra o Figueira, tanto na frente como na defesa. Prefiro voltar à partida contra o Sport. Arilton não foi um Jancarlos, mas cumpriu muito bem o seu papel. Acho que ele pode, perfeitamente, repetir aquela atuação. Não adianta fazer um caça a bruxas com esse jogador nesse momento. Claro que as criticas devem ser feitas, mas com inteligência, principalmente pela torcida. Nunca vi ninguém melhorar sendo xingando e vaiado durante o jogo.