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BA-VI DO QUESTIONAMENTO

Este clássico, além de não ter favorito, abre uma série de perguntas que só os noventa minutos vão responder. Teria o Bahia melhorado a estrutura tática a ponto de jogar um futebol mais compacto e atraente? Teria Renato Gaúcho resolvido os problemas das laterais, que agora poderão ser ocupadas pelos estreantes Apodi e Diego? Estaria realmente em condições físicas plenas (e confirmando potencial), o meia Rogerinho, que é a maior de todas as esperanças tricolores? E Edilson? O capetinha já estaria realmente em forma para apresentar todo o seu futebol?
 
E o Vitória? Teria sentido a lamentável e inesperada derrota da estréia da Copa do Brasil, na quarta-feira, contra o modesto Corinthians Alagoano? As duas ou três alterações que Ricardo Silva está prometendo mudarão a força do time? E Ramon, voltará a fazer a diferença, com seus gols e sua liderança indiscutível? Será que o Vitória, já classificado três rodadas de antecipação, terá tranquilidade e altivez para administrar esta vantagem?
 
São perguntas que o bom senso recomenda, porque esse negócio de que agora chegou a vez do Bahia, que o Vitória não perde clássico em Pituaçu e ainda está invicto por lá no atual campeonato, enquanto o adversário perdeu dois jogos (para o próprio Vitória, de 2 x 0, e para o xará de Feira, por 5 x 3), isso fica por conta de torcedor supesticioso.
 
Há duas premissas que podem ser determinantes para o clássico: uma a de que o Vitória, mesmo perdendo, em nada vai afetar a sua classificação para a próxima etapa; a outra, o que se fala é que esta é a última chance de Renato no comando do time do Fazendão.
Mas, conforme o que mostrou o primeiro clássico, o Bahia era o favorito natural, porque vinha muito motivado de duas indiscutíveis vitórias e acabou levando 2 x 0. Agora, se o Vitória apresenta uma melhor campanha, o seu jogo do meio de semana mostrou que ainda tem muito que acertar em todas as suas linhas. Resultado: outra vez, o clássico deve ser decidido no detalhe.