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UM SOLTO, OUTRO AMARRADO

Sempre procurei ser coerente com os meus conceitos, porque a pior coisa é o cronista ficar escamoteando as suas próprias verdades. Ainda acho que o Vitória fez certo quando manteve uma base e o Bahia muito sensato quando reformulou tudo, porque não vinha conseguindo os resultados desejados. 
 
Mas o que estas duas rodadas acabam de mostrar é um Tricolor solto, jogando com alegria e determinação, sem medo de ser feliz. Tem jogadores que chegaram para reforçar (Wagner e Abedi), que mostram muita qualidade e meninos da base (Maurício e Wilson Júnior), que justificam as chances obtidas. Sem se falar em outros que jogam acima do que renderam na temporada passada. Se o time tem levado algum sufoco, mas tem devolvido em dose dupla, tripla, inquestionavelmente superior aos adversários. E por isso já meteu duas goleadas.
 
O Vitória, não. É um time amarrado, sem alternativas, preso a um jogo burocrático e sem futuro. Suas principais esperanças – Ramon, Bida, Índio e Berola -, jogam bem abaixo do que pode. E por isso ganhou uma apertada e perdeu a outra. Mas o problema ainda não reside em reformular o grupo, mandando muitos embora ou dispensando o treinador, porque isso só deve passar pela cabeça de pessoas desequilibradas.
 
Por todas estas questões, o Bahia se apresenta como grande favorito para o clássico deste domingo e o Vitória tem a ótima chance de dar a volta por cima e responder presença em um campeonato cujo comportamento tem sido muito sofrível e decepcionante. O Itabuna, que igual ao Bahia tem 100% de aproveitamento, com duas vitórias, é o destaque do interior e a boa surpresa da temporada.