PEDINDO PRA CAIR
Peço licença ao setorista rubro-negro do BN, Maurício Naiberg, para falar sobre o Vitória. Apesar de acompanhar o dia a dia do Bahia, não posso deixar de saber como andam as coisas do outro lado. E não correm nada bem. Desde o início do ano que a diretoria tem feito todo o possível para rebaixar o time. Claro que a intenção não é essa, mas a competência tem sido. Contratações, planejamento, preparação, mudanças, quase todas; equivocadas. O que seria da equipe na temporada se não fosse Júnior? Desculpem o termo, mas foi uma cagada! Um completo desconhecido que veio fazer testes na sombra do fraco Marcus Pimentel. Lembram dele?
Desde o início do ano que tenho a impressão de Alexi Portela tratar Ricardo Silva como um interino. Os resultados, a pressão da imprensa e dos jogadores, iam garantindo o treinador. Nem a final da Copa do Brasil passava confiança. Não sou fã do trabalho de Ricardo, mas tudo foi conduzido muito mal. Primeiro não demitiram, depois dispensaram quando ele começava a dar uma cara e chamaram de volta, quando, na verdade, era preciso um técnico que não tivesse amizade e paternalismo com alguns jogadores do elenco. No meio do caminho, trouxeram o Toninho Cecílio, aparentemente, sem saber seu perfil ditador de lidar com o grupo. Ali desandou de vez.
Demitiram Mauro Galvão e trouxeram Carlito Arini. Por que e pra que? As escolhas foram ruins e o trabalho não foi produtivo talvez pelo argumento do presidente. Portela acredita que diretor de futebol tem como função apenas contratar. Deu no que deu. Hoje não tem ninguém pra segurar a onda e controlar a comissão técnica e o elenco. Pipocam denúncias da falta de profissionalismo e não tem quem cobre. Até o departamento médico escorregou e feio no caso Nino Paraíba. Anteciparam o retorno e o lateral, que era a válvula de escape do time, está fora até hoje. Substituto a altura? Aonde, cadê? Isso mostrou o quanto o meio de campo é lento e sem recurso. Vanderson já deu o que tinha que dar.
Agora contrataram Antônio Lopes. Um treinador ultrapassado, mas que se encaixa nas filosofias salariais e de perfil da diretoria. O ex-delegado sempre bateu continência para os chefes e leva os comandados a rédeas curtas. Será que é a solução? Pode até ser, se Lopes tiver autonomia e não insistir em alguns nomes. O time precisa de velocidade e quebrar algumas panelinhas. Entretanto, não vai adiantar nada se não houver quem comande todo mundo. Alexi não pode deixar tudo nas mãos do treinador. Quase tudo que está sendo feito agora tem de mudar. Se ficarem preocupados com o que passou e esquecerem o que estar por vir, infelizmente, o Vitória vai acabar caindo ou brigando contra isso até o fim. Para piorar, no final do ano tem eleição e os bastidores fervem. O delegado tem de “prender” todo mundo...