PODER E DEVER
É por isso que a nossa língua é a mais rica do mundo, porque há verbos e palavras que servem para expressar vários sentimentos. Agora mesmo, entre nós, poder e dever se conjugam a todo instante, justificando-se as especulações sobre os destinos de nossos principais clubes em 2010.
Há uma semana, não sei se uma estratégia dos repórteres gozarem suas merecidas folgas, tudo que é portal eletrônico ou jornal trazem informações duvidosas, seguramente porque estão também encontrando dificuldades para colher na fonte as notícias sobre contratações de reforços.
O mais comum é que o Bahia pode definir com Jael, manter contatos com Morais, atualmente no Corinthians, e Leandro Amaral, que andou na reserva do Fluminense; e que o Vitória deve anunciar cinco reforços nesta segunda-feira, porque o novo diretor de futebol, Mauro Galvão, já chegou, mas ainda não quis dizer o que resolveu em seus contatos no Sul.
Falar em poder, quando se trata de força econômica, os nossos clubes ficam bem abaixo de uma relação dos que mais arrecadaram com bilheterias, transferências de jogadores, marcas e patrocínios neste ano que está chegando ao fim, conforme dados preliminares da Casual Editores Independentes. Para que se tenha uma idéia de nossas limitações, o Vitória, que é o melhor ranqueado, por se encontrar na primeira divisão, por ter melhores cotas da TV e ter feito mais transações com jogadores para o exterior, é apresentado em 19º lugar, com R$ 18,8 milhões, enquanto que São Paulo, Internacional, Palmeiras, Corinthians, Flamengo, Grêmio e Cruzeiro oscilam entre R$ 99 e 160 milhões.
Então, quem tem razão mesmo é o dirigente Alexi Portela Filho que diz de forma muito clara que para a torcida tudo pode e tudo deve, mas para quem realmente dirigente de forma prudente é preciso ter os pés no chão para não se envolver em inadimplências irreversíveis.
Em termos práticos, quem superestima a verdadeira capacidade financeira pode e deve enfrentar grandes frustrações diante de calotes e falências.
Por isso torço para que as contratações sejam feitas com inteligência, mas sem os arroubos de grandezas inconseqüentes.