NATAL DE ESPERANÇA
O Natal por si só já é um sinônimo de esperança. É seguramente o maior símbolo festivo da Humanidade, embora sirva, também, para dar visibilidade a todo tipo de carência e afetividade. Agora mesmo estamos com as torcidas de Bahia e Vitória esperando um Natal mais feliz, de grandes notícias, de contratações corretas e planejamentos eficientes para a temporada 2010.
A torcida do Bahia parece muito mais ávida, porque há praticamente uma década seus natais têm sido cinzentos, com quase nada a comemorar, habitando a terrível zona de divisões inferiores, teimando com a diretoria, porque enquanto enche os estádios, mostrando um amor eterno, os dirigentes não respondem à altura desta inquestionável paixão. O Vitória, menos mal, até que tem escrito uma história mais esverdeada, sob a luz de uma expectativa que ainda não é plena porque não consegue catalogar títulos nacionais como o seu arqurrival.
Como é Natal e todos devemos saber conviver com as diferenças, tricolores e rubro-negros têm um pedido semelhante a Papai Noel: que os dirigentes se compenetrem dos anseios dessas duas fatias tão importantes do futebol brasileiro: planejamento seguro, contratações de realce, sem exageros é claro, porque financeiramente nenhum dos dois comporta loucuras, mas, sobretudo, de jogadores competentes e que possam dar frutos de boa qualidade. Até agora pouca coisa foi acrescida: a vinda de Renato Gaúcho para o Bahia, cuja maior qualidade ainda é o fato de estar colocando o clube na mídia e, no caso do Vitória, a contratação de um diretor de futebol de prestígio, Mauro Galvão, além da efetivação de Ricardo Silva, cuja recomendação é o trabalho eficiente dos tempos de interino.
Falar em Natal, para muitas pessoas é um período de festas, de brincadeiras de amigo oculto, trocas de presentes, comes-e-bebes em família, exaustivas idas aos shoppings e centros comerciais das cidades. E muitas vezes nem lembram que esta é a data do nascimento de Jesus, o maior de todos os filhos de Deus, e que, por isso mesmo, merece reflexões incontáveis: na busca de reforma pessoal, no auxílio aos semelhantes, no respeito e bom convívio com as diferenças, na execução digna de nossos papeis dentro da sociedade.
E no caso do futebol, Bahia, Vitória, todos os clubes, a imprensa, os dirigentes e os torcedores têm a obrigação de refletir e marcar gols legítimos pelo sucesso desses valores.