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DOMINGO DE FESTA E GUERRA

A temporada está definitivamente encerrada, os cariocas foram realmente os donos da festa: Vasco campeão da segunda, volta à elite com muito louvor, Flamengo foi líder uma semana e campeão na outra de uma primeira divisão em que os grandes favoritos foram Palmeiras, Atlético/MG, São Paulo e Internacional, mas o rubro-negro do Rio chegou na frente com todo merecimento, porque justamente na chegada foi o melhor time, que jogou com mais determinação, que teve todos os ingredientes de um grande campeão. Além do Flamengo e do Vasco levantando canecos, o Rio ainda teve a extraordinária recuperação do Fluminense, que encantou o país inteiro nos últimos 15 jogos e a raça do Botafogo que soube bater grandes adversários, com tricolores e alvinegros fugindo de um quase certo rebaixamento.
 
Muita festa com estourar de champanhe no Rio, descabida e terrível guerra no Couto Pereira, onde grande parte da torcida do Coritiba inconformada com o rebaixamento de seu time (o segundo em três anos), invadiu gramado, quebrou bancos de reservas, enfrentou a Polícia, levou porrada, feriu policiais, o estádio virou, durante hora e meia após o jogo, um vergonhoso campo de batalha. O que se espera é que haja fortes punições, porque episódios como o deste domingo vão rodar o mundo e comprometem a imagem de um país que luta para fazer bonito em uma Copa e uma Olimpíada nos próximos sete anos. 
 
Quanto a nós, tivemos festas com vinho amargo: o Bahia comemorou não cair para a terceira divisão e o Vitória voltou a assegurar uma Copa Sul-Americana na última rodada, graças aos empates dele contra o Goiás em casa, e do Atlético/PR em Barueri. Aliás, o nosso Leão até que não pode reclamar da sorte, porque há umas oito rodadas estacionou no 13º lugar, última vaga da Sul-Americana, ganhou quatro míseros pontos e nenhum outro adversário o desbancou. 
 
Vamos ver se em 2010 nossos times apresentam um projeto de vida melhor, porque este negócio de lutar para não cair na terceira e continuar na primeira às duras penas é muito doloroso e cruel.