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PROLIFERAÇÃO DE ESTÁDIOS

Quem diria, hein? Não faz tempo, Salvador ficou apenas com o Manoel Barradas, o Bahia sem casa para jogar, o Vitória dando o maior valor ao seu estádio e o Governador sendo apressado para reativar o Estádio Roberto Santos, a ponto de pular vários capítulos da legalidade, como licitações e respeito ao meio-ambiente.

 
Como a reforma do teve praticamente a função de amparar o Bahia, o Vitória chiou e Jaques Wagner acabou liberando recursos para o rubro-negro melhorar ainda mais a infra-estrutura de sua praça esportiva, que realmente já é uma realidade nacional.
Ao lado de tudo isso, um grande esforço do Governo para resgatar a velha Fonte Nova, agora dentro dos critérios exigidos pela FIFA, para poder sediar um dos Grupos da Copa do Mundo 2014. E quando tudo parecia consenso geral e absoluto, Bahia e Vitória se unem para apresentar a construção de uma arena, que já foi projeto exclusivo do Vitória, que morreu diante das incertezas da obra e que, neste exato momento, parece uma competição com a corrida pela Copa. E tem mais: que coloca, conforme o que se diz, nossos dois maiores clubes como reféns por 30 anos de uma iniciativa no mínimo duvidosa.


O Governador até que tem sido muito ético e tranqüilo, acenando para se realmente o que se planeja for realmente dentro das exigências da FIFA, ele não apenas opta por um novo projeto para a Fonte Nova, transformando-a em Centro Olímpico, como, também, até participa com recursos para que o estádio rubronegro-tricolor, que vai ter aporte financeiro de empresários portugueses, seja bem maior do que os 35 mil lugares que falaram no café de apresentação.


Mas diante da situação criada e no pé em que está o que a gente pode dizer é que, além de o local escolhido para a tal da arena multiuso (perto do novo aterro sanitário, longe do centro, na periferia da Capital), o fruto mais prático que deveremos colher será Salvador ser alijada do Mundial 2014.  Essa proliferação de estádios (Fonte Nova, Barradão, Pituaçu e Arena Multiuso), vai acabar em chances seguras para Florianópolis ou Maceió nos substituírem. Porque vai ser difícil a FIFA admitir essa mudança brusca e incompreensível.