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APREENSÃO EM DOSE DUPLA

Nesta terça-feira foi assim: preocupação no jogo de Pituaçu quando o Bahia fez o dever de casa, graças à sorte de um pênalti duvidoso e a exagerada marcação dos paraibanos (dois deles expulsos com justiça) e, depois, olhos grudados no canal 125 para secar o Fortaleza que, no frigir dos ovos, até causou dó ao mais terrível inimigo.

O “esquadrão de aço” dos cearenses até que passou sufoco no primeiro tempo, contra o Atlético/GO, mas no segundo jogou o tempo inteiro em cima dos goianos, só que o sergipano ex-Bahia Márcio só não fez chover na capital mais árida do país. Defendeu de pontas de dedos, com os pés, com o peito, com as costas, foi irrepreensível. E aí, o Fortaleza, praticamente no último minuto fez um gol contra, desses que parecem castigo de sete encarnações.


O goleiro do Fortaleza, Douglas, até que fora a melhor figura em campo no primeiro tempo, e seguia tranqüilo na etapa final, mas foi quando, com o Atlético reduzido em campo a 10 homens e sofrendo um baticum danado em sua defesa, numa bola esticada o zagueiro Everaldo achou de atrasar e o martírio foi acontecendo, gota a  gota de orvalho sobre cada folhinha de grama, até ficar consumado: 1x0 para o rubro-negro de Goiás.

 
Não digo que não fiquei com pena, mas foi bom para o Bahia, que acabou confirmando, quase meia-noite, a saída da incômoda zona do rebaixamento. Agora é levar britadeira para as duas pedreiras que vêm nas próximas rodadas: o Vasco querendo confirmar logo a vaga, no Maracanã apinhado de gente e o Juventude tentando tomar logo o vinho da permanência de divisão, em plena Serra Gaúcha, onde se faz um tinto e um branquinho de ótimas qualidades. O que não pode é o Bahia voltar a jogar o fraco futebol desta última terça-feira.