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CASTIGO EM DOBRO

Neste fim de semana tricolores e rubro-negros tiveram que enfrentar a mesma dor de um castigo imerecido, porque suas equipes perderam para Guarani e Goiás, mas mereceram uma melhor sorte. O Bahia recebeu pelos peitos uma arbitragem miserável, cujos danos foram tão claros que não há um só veículo de comunicação que não registre a ação tendenciosa de um tal de Francisco de Assis Almeida Filho, de Alagoas, que contou, também, com a ajuda de um bandeira na triste e lamentável “operação” praticada. Marcou pênalti que não foi, anulou gol legítimo, usou de tudo que foi expediente para alterar o placar do jogo. A derrota de 2 x 1 foi injusta, não só por ter sido construída pelo árbitro, mas, também, porque o Bahia foi melhor em campo, já mostrando grande progresso em relação aos jogos anteriores.


O Vitória foi castigado pela própria falta de pontaria de seus atacantes, especialmente Roger, que parece enfrentar problemas psicológicos, porque um negócio daqueles só pode mesmo ser justificado por este ângulo. Há os que afirmam que o gol da vitória do Goiás (3 x 2) teve o último gol, em impedimento, quando já estava nos acréscimos. Mas o que ficou mesmo foi a angústia de um time que bombardeou o jogo inteiro, criou uma infinidade de chances, ou perdidas pelos seus jogadores ou defendidas pelo goleiro Harley, que foi a maior figura do jogo.


Duas coisas boas podem ser absorvidas e esperadas dessas derrotas de Campinas (Guarani 2 x 1 Bahia) e de Goiânia (Goiás 3 x 2 Vitória). A primeira é que tanto Sérgio Guedes quanto Wagner Mancini estão encontrando jeito para Bahia e Vitória melhorarem na competição. Embora Guedes ainda não tenha vencido um só dos jogos que comandou o Bahia, o time já tem uma postura melhor, muito mais compacta e saliente, dando assim a esperança de poder se recuperar nas próximas rodadas e sair logo dessa incômoda ameaça de cair no grupo dos degoláveis.


Acho ser muito difícil que o Bahia ainda se classifique para a primeira divisão, porque, com 21 pontos, está a 15 pontos dos dois primeiros do G-4, Atlético/GO e Vasco – e os outros dois – Guarani (34) e Ceará (30) estão a 13 e 9 pontos na frente. O Bahia tem maiores chances de disputar com o Ceará, mas precisa ganhar os próximos três jogos e o time cearense estacionar. Só que enquanto ele enfrenta Atlético/GO, Paraná e São Caetano, o alvinegro cearense também tem suas chances de aumentar a pontuação. E mais: entre o Bahia (21 pontos) e o Ceará (30), estão outros 11 clubes sedentos pela vaga: Vila Nova (22), Duque de Caxias e América (23), Ipatinga e Paraná (24), Bragantino e Brasiliense (26), Ponte Preta, Portuguesa e São Caetano (27) e Figueirense (29). E abaixo do nosso Tricolor apenas os quatro clubes que estão na faixa do rebaixamento: Fortaleza e Juventude (19), ainda com chances de continuarem na Série B, ABC (15) e Juventude (13), que parecem irremediavelmente sem solução.


Como a Série A tem características diferentes, ficar entre os 16 melhor classificados já assegura para o Vitória permanecer na elite do futebol brasileiro – mas pelo grupo que tem, pela posição em que vira o primeiro turno (12º) e pelo que jogou neste domingo no Serra Dourada, tem possibilidades até de melhorar de posição. Já o Bahia, neste momento, tem que se aplicar muito para sair logo desta perigosa faixa em que se contra. Chegar entre os quatro está ficando muito difícil.