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REAÇÃO INCONFIÁVEL

O problema do Bahia não é estar no meio da tábua de classificação, é a insegurança que passa após cada reação, sempre desmanchada na rodada seguinte. Foi assim depois daquela goleada contra o ABC e agora, quando tudo parecia engrenar com as vitórias sobre o fraco Campinense, mas fora de casa, e do também candidato a uma das vagas, Vasco da Gama, aqui em Pituaçu.


Eu até acho que ainda dar para chegar, mas não do jeito que as coisas estão sendo colocadas em prática. O Bahia só tem tido postura de time grande na torcida, isso aí um fator impressionante e imbatível. Mas em campo o time é fraco, não impõe respeito, sempre encontra uma janela de dar mole para o adversário. E o mais preocupante é que, praticamente na metade do campeonato, contrata-se um montão de reforços, como se ainda fosse possível Paulo Comelli montar um novo time.


Sei que dói, mas a leitura correta desse empate contra o Juventude é que, logo que o segundo tempo foi iniciado, parecia já estar estampado no placar eletrônico os números que acabaram trágicos: 2 x 2. Não é que o nosso Tricolor tenha arrebentado no primeiro tempo, mas chegou a 2 x 0 com autoridade – ou melhor: sem ser molestado pelos gaúchos, que tiveram apenas uma boa oportunidade. Mas o que é que se viu na volta? O Juventude arrumado, ocupando todos os espaços, chegando com facilidade e o Bahia desnorteado, defesa batendo cabeças, errando muitos passes,  sem saber por onde atacar. E que não se credite apenas à saída de Ananias, lesionado, logo depois do golaço que fez, com a estranha entrada de Dedé no meio-campo, porque entre outros fundamentos faltou o mais importante, que sempre foi uma característica do Esquadrão de Aço: respeito, já não impõe mais respeito. E, por isso, errou tanto, foi tão acanhado e incompetente, que poderia até ter perdido o jogo, o que seria uma catástrofe sem mais remédio.


E o drama fica assim: ou o Bahia começa a se impor como time grande, jogando em cima do adversário, principalmente aqui, ou vai ser esta insegurança toda até o final da competição. Reagindo sem convicção, sem a seqüência confiável que a imensa torcida tanto almeja. 


Viva a Confraria - Falar em confiabilidade quem inspira mesmo é a Confraria do Esporte, um movimento liderado por Fred do Chame-Chame, que neste próximo sábado (1º de agosto) completa cinco anos de existência e vai promover encontro entre os seus colaboradores e adeptos no Estádio Metropolitano de Pituaçu, a partir de 8h.


Posso até ser suspeito para falar sobre a Confraria, porque Fred, com a sua inigualável generosidade, tem dado muito apoio aos meus comentários, r fica parecendo a coruja gabando o toco. Mas o meu sentimento aumentou desde o primeiro dia que este jovem idealista me telefonou para me convidar a integrar o seu grupo. São bem poucos os que, como Fred, lideram batalhas tão árduas na a comunicação esportiva pela Internet, sem tendências, missas-encomendadas, sem o fanatismo de torcedores desequilibrados e que parecem estar em constante guerra com o semelhante e a própria vida.


A Confraria, não. Além da democracia e do respeito exercitados em seu portal, é um movimento que incentiva a nobreza do esporte, apresentando idéias e aperfeiçoando o interrelacionamento entre os que realmente lutam por um esporte, notadamente o futebol, cada vez mais saudável e progressista.


Não vou citar alguns dos companheiros que gosto muito, porque sei que posso cometer injustiças. Cito dois deles, um o tricolor Fred, outro o rubro-negro Marcelo Prado, que são pessoas muito concentradas na essência de fazer o bem e de multiplicar amigos em todas as áreas.


A Fred, especialmente, minhas reverências, porque sei quanto ele batalhou para chegar ao primeiro qüinquênio de ações com a cabeça erguida e o merecido aplauso de todos.