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COMO RECEITA DE BOLO

É pena que o Bahia não tenha insistido naquele futebol simples e corajoso dos primeiros 15 minutos, quando foi absoluto no Anacleto Campanella, no ABC Paulista, fazendo um gol e dando a impressão de que construiria uma bela vitória sobre o São Caetano. Mas, de forma muito lamentável, apequenou-se, passou a se defender, a não encontrar os meios eficientes do contra-ataque e só não levou uma histórica goleada porque o goleiro Marcelo esteve muito inspirado, pegando umas quatro bolas praticamente indefensáveis.  


Com o merecido triunfo do Vitória sobre o Sport, teríamos alcançado um ótimo final de semana nas duas divisões, porque enquanto o rubro-negro divide a liderança da Série A com o favorito Internacional, ambos com seis pontos e também rigorosamente iguais nos outros critérios, o tricolor vê cinco adversários (Figueirense, Duque de Caxias, Atlético/GO, Guarani e Vasco), com 100% de aproveitamento e ainda três outros (Ponte Preta, Portuguesa e Ipatinga) à sua frente.


Isso vale para as duas divisões: em campeonatos muito equilibrados, como se apresentam até agora, há fundamentos tão indispensáveis que até parece receita de bolo. E tudo fica por conta dos técnicos. Escalações dentro da simplicidade da posição de cada jogador, consciência tática e destemor no campo.


O Vitória mesmo nos deu um exemplo marcante, porque quando o técnico Carpegiani inventou muito, no jogo de São Januário, pela Copa do Brasil, foi aquele desastre. Apodi de atacante, Bida de lateral marcador, Luciano Almeida como assistente de zagueiros foi uma loucura, O time esteve atarantado, ninguém se entendeu e levar de 4 x 0 do fraco Vasco foi até um ótimo negócio. 
Neste domingo, voltando ao Brasileiro, mesmo sem contar com quatro titulares – Apodi, Vanderson, Bida  e Carlos Alberto -, Caerpegiani simplificou as coisas e colocou em campo Viáfara, Bosco, Wallace, Victor Ramos e Robinho; Uelinton, Magal, Leandro Domingues e Ramon Menezes; Neto e Jackson. Aí o Vitória fluiu bem, dominou inteiramente, só ganhou de 1 x 0 porque o goleiro Magrão andou imitando Marcelo.   .


Não sou inconseqüente ao ponto de subtrair o valor do técnico Carpegiani, porque todos sabemos tratar-se de um cara de larga experiência, que já foi campeão do mundo com o Flamengo e já treinou grandes clubes, além de ter sido um baita jogador e de verbo fácil, sempre mostrando ótimos conceitos sobre a arte que escolheu. Mas ele próprio há de entender que naquela noite aziaga andou cometendo todos os erros que um técnico pode cometer. Aliás, deve ter consumido todo estoque de erros que é permitido a um estrategista do futebol..


Agora, não. Ele foi simples em tudo: na escalação do time, colocando cada um em sua verdadeira posição – e seguramente determinando ordens que foram fundamentais para o sucesso: jogar rápido, atacar com coragem, banir qualquer tipo de covardia. E o Leão daqui fez o Leão de Recife se calar, porque o triunfo foi incontestável.


Não vou cometer a injustiça de afirmar que Alexandre Gallo tenha escalado o Bahia de forma equivocada para o jogo contra o São Caetano, nem dizer que ele não tenha alertado os seus jogadores, mas que o nosso bicampeão brasileiro se apequenou, depois de meter 1 x 0, isso é verdade.


Uma verdade que dói não apenas à fiel torcida, mas a todos os cronistas, porque ficou aquele sabor amargo de que o Tricolor teve todas as chances de sair do Campanella com mais três pontos, manter os 100% de aproveitamento e conquistar a confiança de que realmente entra para arrancar uma das quatro vagas. Mas o que se comenta agora é que, graças a Marcelo, a derrota foi apenas por 2 x 1.


Entendo que tanto o Bahia tem condições de subir quanto o Vitória de se manter entre os principais clubes da elite. Mas vale repetir que é preciso simplificar escalações e não abrir mão da coragem. Até agora na Série A, só para deixar claro esta receita, os grandes favoritos da imprensa do sul estão sendo atropelados – e este exemplo deve servir muito para as intenções de nossos representantes.


É só apostar e fazer tudo como receita de bolo. Esses ingredientes nas medidas certas - e vamos comemorar.