Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Holofote
Você está em:
/
/
Coluna

Coluna

SORTE E AZAR

Nesta quarta-feira, em jogos de volta da Copa do Brasil, o que sobrou de sorte ao Vitória acabou em azar para o Bahia. Estive no Vitória 1 X 1 Juventude e assisti o segundo tempo, pela TV, de Coritiba 0 X 0 Bahia.


Ainda agora estou sem entender porque o novo treinador rubro-negro, Paulo César Carpegiani, sacou Bida do time. Alguns companheiros levantaram a hipótese de ter sido porque o volante já esteja negociado com o Fluminense do Rio, cujo site tem informado isso com freqüência. Mas o problema é que não entrou de primeira, o meio-campo foi uma lástima, mas entrou na metade do segundo tempo, quando o Vitória passou a atacar com mais freqüência. Considero que teria sido até compreensível se o Bida nem tivesse sido relacionado para o jogo. Mas foi. E ficou grande parte no banco de reservas com o torcedor vendo o time trôpego, inseguro, maneta. Só era um pouco esperto quando jogava pela direita com Apodi.


Sinceramente, na estréia de Carpegiani, o Vitória foi completamente desfigurado, desarticulado, inconseqüente, desalentador. Tanto na escalação inicial quanto nas alterações – e até que o empate que lhe deu a classificação para a próxima etapa foi um grande prêmio que, pelo que produziu, não mereceu. O Juventude foi mais assentado em campo o tempo todo, e só não ganhou a vaga por mera casualidade.

 
Disse e repito: nenhum de nós tem o direito de desconhecer a capacidade, o valor e o prestígio de PC Carpegiani, um campeão em vários estágios de competições. Mas entendo que foi muito presunçoso ao assumir logo neste jogo da Copa do Brasil, quando o mais coerente teria sido dar todo apoio ao interino Ricardo Silva, que tinha e ainda tem mais conhecimentos do que ele sobre o potencial de cada jogador do grupo. Estrear no sopapo, querendo impor um novo estilo de jogo, após a boa partida feita lá em Caxias, deu no que deu, com os jogadores perdidos, procurando o tempo todo encontrar uma face menos assustadora para um jogo que só foi empatado à custa de muita sorte e até mesmo de predestinação.


Tenho certeza que, se tivesse sido a estréia de um treinador menos famoso, após a tormenta do jogo de quarta já teria muita gente pedindo a cabeça, dizendo coisas pouco recomendáveis para um comandante de um clube como o Vitória. De qualquer forma, Carpegiani tem status e isso influiu muito para minimizar o triste desempenho contra os gaúchos.


O Bahia não classificou, só empatou em 0 x 0 com o Coritiba, mas o que causou mesmo em sua saída prematura da Copa foi aquele lamentável empate em casa (2 x 2) da última semana. Nesta quarta-feira, pelo que vi, o Tricolor esteve sempre mais presente, apertou mais, criou inúmeras chances de gols, mas infelizmente está alijado. Ali o Tricolor teve chances de matar o Coxa, fazendo uns três gols de diferença. Como isso não ocorreu, já foi rifando a sorte. Então os paranaenses praticamente não jogaram, apenas não deixaram o Bahia converter em gols a sua superioridade.


O técnico Alexandre Gallo também tem cometido muitos erros de precisão: não dá para entender colocar em campo o desconhecido Maranhão, em jogo tão importante e decisivo, deixando fora Ananias, que já mostrou que pode ser aproveitado.


Agora vem a decisão do Campeonato Baiano e, pelo visto, Bahia e Vitória que se cuidem nesta semifinal, contra os perigosos Fluminense e Atlético, porque qualquer vacilo pode acabar dando adeus antes das partidas finais.